Chega hoje, 30, ao Brasil Olaf Scholz, chanceler federal da Alemanha. Desde a posse do presidente Lula, a Alemanha parece ter descoberto o Brasil, após congelamento de relações durante o governo Bolsolnaro, quando até as consultas bilaterais foram suspensas.
As relações entre os dois países são consideradas muito antigas visto que, em 1824, teve início a colonização alemã no Brasil, com a chegada de imigrantes ao Rio Grande do Sul. Em 1825, a Prússia reconheceu a independência do Brasil, e em 1826 houve a abertura do consulado brasileiro em Hamburgo.
Os alemães tiveram várias ondas migratórias para o Brasil, e seus costumes marcaram definitivamente nossa gastronomia, moda e arquitetura. A influência não é pequena: na gastronomia, na moda, na arquitetura, nos eventos culturais. A imigração alemã trouxe ao Brasil uma rica herança cultural.
Olaf Scholz chegou ao poder com a grande responsabilidade de suceder Ângela Merkel, a primeira mulher a comandar a Alemanha.
Ela saiu de cena festejada como uma das principais lideranças políticas do mundo.
Liderou os alemães durante a crise financeira internacional de 2008, a crise da Zona do Euro, a anexação da Crimeia, na Ucrânia, pela Rússia, em 2014, a crise dos refugiados na Europa, em 2015 e 2016, e durante a pandemia de Covid-19.
É chamada pelos alemães de “Mutti”, o que significa “Mamãe”, embora não tenha filhos
Agora, Olaf Scholz quer reativar as relações com a América Latina, e sobretudo com o Brasil, o país mais importante na região para a Alemanha pelo seu peso econômico e por sua relevância em questões como proteção ambiental e produtor de matérias-primas.
Ao longo de todo o século XX, desempenhou a Alemanha papel ativo no processo de desenvolvimento da economia brasileira.
Nos anos vinte e trinta, registra-se a presença alemã na estruturação dos primeiros meios de transporte aéreo brasileiros, com a fundação de filiais da Lufthansa e Condor (1927), da Varig (1927) e Vasp (1934), com capitais alemães e nacionais.
No momento, o tema central das relações com a Alemanha é o acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia, cujas tentativas de entendimento foram suspensas no governo anterior.
A área de cooperação será a política climática, que enfrenta resistência do lobby do agronegócio.
O acordo deve ganhar um novo impulso, quando a Espanha assumir a presidência do Conselho Europeu na segunda metade deste ano.
A Espanha é uma grande defensora da zona de livre comércio.
Scholz chega ao Brasil depois de um ano de crise econômica na Alemanha.
As previsões são de que a maior economia da Europa poderá ter um leve crescimento de 0,3% em 2023, em vez da temida recessão de 0,7%.
Isso ocorrendo facilitará as relações futuras com a América Latina, principalmente o Brasil.
Por todas razões, a presença o premier alemão no Brasil é uma visita importante para o nosso futuro.
Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal; ex-presidente do Parlamento Latino Americano (PARLATINO); e- Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara; procurador federal; professor de Direito Constitucional da UFRN, nl@neylopes.com.br
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