Uma equipe multidisciplinar de cinco instituições de ensino superior do Brasil criou um sítio para divulgar informações sobre conservação e recuperação dos recursos naturais do semiárido brasileiro. O nome é “Mergulhando ciências no semiárido” e pode ser acessado no endereço: http://mergulhandocienciasnosemiarido.weebly.com/materiais.html
O compromisso dos pesquisadores é produzir conhecimento, publicar informações e distribuir materiais paradidáticos contextualizados com a realidade da região semiárida.
Para a coordenadora do projeto, doutora em Ecologia e Recursos Naturais e professora do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Magnólia Fernandes Florêncio de Araújo, a perspectiva é que os materiais produzidos funcionem como um incentivo ao ensino de ciências, com vistas à convivência com o ambiente semiárido e sua sustentabilidade.
Método
Escritos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal do Semiárido (UFERSA), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), os materiais paradidáticos expõem o conhecimento científico em algo compreensível e palpável para experimentos pelas populações menos esclarecidas da região.
Em linguagem direta e com ilustrações, as publicações abordam assuntos como água, psicultura, caatinga, animais, protozoários, plantas tóxicas e outros que, sem o devido manejo, comprometem a sustentabilidade da região e a vulnerabilidade da sobrevivência humana.
Os materiais paradidáticos podem ser utilizados por educadores em escolas de educação básica, ou por agentes de extensão em seu trabalho com comunidades do semiárido brasileiro, precisamente a faixa do Rio Grande do Norte.
“Assim, esperamos contribuir para a diminuição das diferenças sociais e regionais, além de promover a valorização da cultura e alfabetização científica no contexto delimitado pelo projeto”, diz textualmente Magnólia Fernandes.
A pesquisa e o sítio contam com o apoio do CNPq, Ministério do Meio Ambiente, Rede das Águas e Cátedra da UNESCO, Instituto de Biologia Marinha da UFRN, Instituto Nacional do Semiárido, entre outros colaboradores.
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