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Trump concordou com retirada de alguns agentes do ICE de Minneapolis, diz prefeito

Todd Lyons, diretor interino do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), em novembro de 2025. — Foto: AP/Manuel Balce Ceneta, Arquivo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou com em retirar alguns agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE na sigla em inglês) de Minneapolis, segundo o prefeito da cidade, Jacob Frey.

No anúncio, feito através da rede social X, Frey afirma que teve uma boa conversa com Trump nesta terça-feira (27) e que o presidente “concordou que a situação atual não pode continuar” do jeito que está. A retirada dos agentes estaria marcada para começar nesta quarta-feira (28).

“Conversei hoje com o Presidente Trump e gostei da conversa. Expressei o quanto Minneapolis se beneficiou de nossas comunidades imigrantes e deixei claro que meu principal pedido é o fim da Operação Metro Surge. O presidente concordou que a situação atual não pode continuar. Alguns agentes federais começarão a deixar a área amanhã, e continuarei pressionando para que os demais envolvidos nesta operação também se retirem”, contou.

O prefeito revelou ainda que se reunirá com Tom Homan, conhecido como o “czar da fronteira” do governo Trump, nesta quarta. Homan foi enviado à cidade depois que Washington recuou e decidiu pela retirada do truculento comandante da patrulha, Gregory Bovino, do comando da operação.

Jacob Frey afirmou que irá colaborar com o governo federal, porém não apoia prisões inconstitucionais e criticou a prisão de imigrantes que não tenham cometido atos criminosos:

“Minneapolis continuará a cooperar com as autoridades policiais estaduais e federais em investigações criminais reais, mas não participaremos de prisões inconstitucionais de nossos vizinhos nem aplicaremos a lei federal de imigração. Criminosos violentos devem ser responsabilizados pelos crimes que cometem, e não por sua origem”.

 

Juiz ordenou que chefe do ICE compareça a tribunal

 

O juiz federal-chefe de Minnesota afirmou que o governo Trump não cumpriu ordens para realizar audiências de imigrantes detidos e determinou que o chefe do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) compareça ao tribunal na sexta-feira para explicar por que não deve ser responsabilizado por desrespeito à Justiça.

Em uma decisão datada de segunda-feira, o juiz-chefe Patrick J. Schiltz disse que Todd Lyons, diretor interino do ICE, deve comparecer pessoalmente ao tribunal. Schiltz criticou a forma como o governo conduziu as audiências de fiança para imigrantes detidos.

“Este tribunal foi extremamente paciente com os réus, mesmo depois de eles terem decidido enviar milhares de agentes para Minnesota para deter estrangeiros sem tomar qualquer providência para lidar com as centenas de pedidos de habeas corpus e outros processos judiciais que certamente surgiriam”, escreveu o juiz.

 

A decisão foi emitida um dia depois de o presidente Donald Trump ordenar que o responsável pela política de fronteiras, Tom Homan, assumisse a ofensiva migratória do governo em Minnesota, após a segunda morte neste mês de uma pessoa pelas mãos de um agente da imigração.

Mensagens foram enviadas na terça-feira ao ICE e a um porta-voz do Departamento de Segurança Interna (DHS) pedindo posicionamento.

“Os réus têm assegurado continuamente ao tribunal que reconhecem sua obrigação de cumprir as ordens judiciais e que adotaram medidas para garantir que essas ordens sejam respeitadas daqui para frente”, continuou Schiltz na decisão. “Infelizmente, no entanto, as violações continuam.”

 

O juiz disse reconhecer que ordenar o comparecimento pessoal do chefe de uma agência federal é algo extraordinário. “Mas a dimensão das violações das ordens judiciais pelo ICE também é extraordinária, e medidas menos severas já foram tentadas e falharam”, escreveu Schiltz.

A decisão de Schiltz identifica o autor do pedido apenas pelo primeiro nome e iniciais do sobrenome: Juan T.R. O texto diz que o tribunal concedeu, em 14 de janeiro, um pedido para que ele tivesse uma audiência de fiança em até sete dias. Em 23 de janeiro, os advogados da pessoa informaram ao tribunal que ele continuava detido.

A decisão afirma que Schiltz cancelará o comparecimento de Lyons caso o detido seja libertado.

Fonte: G1

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