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Trama golpista: interrogatórios correram ‘dentro do esperado’ e fortalecem denúncia, avaliam ministros do STF e investigadores

Bolsonaro durante interrogatório em julgamento da trama golpista — Foto: Antonio Augusto/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal e investigadores ouvidos pela TV Globo avaliam que os interrogatórios dos réus do chamado “núcleo crucial” da suposta trama golpista, no início desta semana, não trouxeram fatos novos e ocorreram dentro do esperado.

A avaliação é de que os acusados tentaram se descolar dos crimes, mas acabaram admitindo a presença nas reuniões em que, segundo a Procuradoria-Geral da República, foi discutida a chamada “minuta do golpe”.

Os acusados também fizeram referências aos considerandos – a parte introdutória do documento golpista, que seria usada para “justificar” as medidas antidemocráticas.

Com isso, a análise feita de forma reservada é de que os fatos expostos na denúncia acabaram “fortalecidos”.

➡️ Os réus negaram ao ministro Alexandre de Moraes que tenham tratado de medidas golpistas nesses encontros.

➡️ Mas, para os investigadores, há elementos que confirmam as tratativas, como depoimentos de testemunhas, além de anotações e mensagens que seriam desdobramentos das negociações.

Confirmações de Cid, contrapontos de Fux

A avaliação de interlocutores da PGR é que um interrogatório relevante foi o do tenente-coronel Mauro Cid, que fechou delação premiada.

Para os procuradores, Cid confirmou os principais fatos da delação que colocaram Bolsonaro no centro da trama golpista.

Em outra frente, advogados dos réus destacaram a participação do ministro Luiz Fux nas audiências, fazendo questionamentos aos réus.

Há uma expectativa entre as defesas de que Fux seja uma espécie de revisor informal de Moraes, fazendo contrapontos ao colega.

Próximos passos

Com o fim dos interrogatórios dos réus, a ação penal da trama golpista avança para as últimas etapas no Supremo.

Agora, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, abriu prazo para que advogados dos réus e a própria Procuradoria-Geral da República indiquem, em cinco dias, se há necessidade de novas diligências.

Os pedidos podem ser acolhidos ou rejeitados, o que impacta o andamento do caso.

Na sequência desta etapa, Moraes também deve abrir prazo para as alegações finais, que são as últimas considerações das partes antes do julgamento que vai decidir se Bolsonaro e sete aliados próximos serão absolvidos ou condenados no processo.

Nesta fase, os advogados colocam suas principais teses para tentar convencer cada ministro sobre a sua linha de defesa.

Fonte: G1

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