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Tradição familiar: quadrilheiro comanda grupo há 27 anos após crescer dançando com os pais

Ensaios da quadrilha junina RN — Foto: Cedida

A dança, a alegria e a tradição passada de geração em geração marcaram a vida de Marcos Aurélio, que comanda há 27 anos a quadrilha junina Rei do Baião, no Rio Grande do Norte. O amor pelo São João começou cedo, ainda na infância, dentro do grupo criado pelos próprios pais.

Marcos Aurélio entrou no mundo das quadrilhas aos 12 anos, na “Arraiá dos Inocentes”, grupo fundado pelos pais. Anos depois, decidiu seguir com a própria história: no dia 14 de maio de 1997, criou a quadrilha Rei do Baião. Desde então, o compromisso com o São João só cresceu.

“Entrei por causa da dança e da alegria que via nos ensaios. Aquele brilho no olhar de quem dançava me encantava”, lembra Marcos.

 

A quadrilha Rei do Baião se identifica como tradicional, mantendo elementos culturais do Nordeste nas roupas, músicas e coreografias.

Com o período junino se aproximando, o presidente do grupo ressalta que a época é de muita dedicação. São quatro ensaios por semana até a temporada de apresentações.

“É muita dedicação. A gente ensaia com atenção para tudo sair certo”, conta.

Esse ano o grupo já fez sua primeira apresentação, no Pré Junino, que aconteceu em Parnamirim, no início de maio. O grupo pretende participar ainda de 14 festivais durante a temporada junina, entre eles: Natal, Monte Alegre, Serra Caiada, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Barcelona e Tangará.

‘Alegria é ver o jovens felizes’

Entre os principais desafios, Marcos cita a falta de apoio financeiro e de patrocínio.

Apesar disso, ele segue firme, reunindo jovens nos ensaios e levando o grupo a diversos festivais, com premiações acumuladas ao longo dos anos.

“A alegria é ver os jovens felizes. Isso compensa qualquer dificuldade”, relata Marcos.

 

Entre os momentos marcantes ao longo dos anos, um episódio em Mossoró ficou na memória: a fogueira cenográfica da quadrilha pegou fogo de verdade durante uma apresentação.

O grupo já participou de diversos festivais e acumulou prêmios ao longo dos anos. Mais do que troféus, porém, Marcos destaca o valor de manter viva a cultura nordestina e o espírito de comunidade.

“O São João representa tudo de bom. É a época que mais amo no ano”, completou.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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