TÊM COISAS QUE NÃO SE COBRAM –
Nutrimos, ao longo da nossa existência, desejos e vontades; anseios e expectativas que nem sempre são alçados. Caminhamos por estradas desconhecidas, terrenos íngremes, por vezes planos, outros movediços. Montanhas sem atalhos, trilhas a desbravar aos instintos de sobrevivência, em selvas habitadas por animais selvagens e traiçoeiros, espreitando-nos, postos ao bote. Caminhos tortuosos que embrenhamos no afã das conquistas almejadas.
Não há como não nos sentirmos importantes num simples elogio, ou quando somos lembrados nas pequenas coisas, nos pequenos gestos despretensiosos. Desejamos sermos importantes, respeitados, lembrados e amados. Queremos fatias de destaque nas vidas de quem nos rodeia. Na lembrança das pessoas que consideramos importantes. Prestigiamos a reciprocidade do que sentimos. Difícil é fazer-se existir, superando as decepções e frustrações dos retornos bruscos do caminhar.
Sermos valorizados, ou não, quando reconhecidos, ou não, pelo que somos e pelo que fazemos, faz com que estejamos numa constante busca evolutiva de quem somos, o que queremos e o que estamos a fazer a cada passo da caminhada. Ligando-nos intimamente com anseios e desejos preestabelecidos, em tempos pretéritos. Rever valores, ideias e conceitos faz parte do amadurecimento e discernimento que alicerçam as estradas futuras.
Importa-nos saber que expectativas nascem das necessidades de um ser, e nem sempre condizem com os anseios e retribuições do outro. Sermos importantes para o outro não depende de nós. Têm coisas que não se cobram, só se recebem, como importância, cuidado, carinho, consideração, amor e atenção. Há coisas que não se cobram por serem gratuitas e espontâneas.
Amor não se pede, se sente; atenção não se cobra, se recebe; importância não se pleiteia, se percebe; carinho não se reclama, se tem; consideração é algo que deveria ser espontâneo.
Mas, o que verdadeiramente importa? Sim, são as edificações do ser a cada derrocada; a amplitude do pensar ao interrogar; a satisfação das conquistas que um dia nos acompanhou nessa longa jornada; as considerações externadas que engrandeceram e acalmaram a alma; o respeito e valorização do que somos.
O que importa é SABER RECEBER, mesmo não tendo o que retribuir!
Flávia Arruda – Pedagoga e escritora, autora dos livros: As esquinas da minha existência e As Flávias que habitam em mim, flaviarruda71@gmail.com
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