Integrantes da diretoria de Assuntos Fundiários Urbanos e Prevenção de Riscos do Ministério das Cidades vistoriaram na manhã desta terça-feira (11), a encosta que desabou na rua Guanabara, em Mãe Luiza, e que atingiu também a avenida Silvio Pedroza, na praia de Areia Preta, em junho último, por causa das fortes chuvas na capital. De acordo com o diretor do Ministério das Cidades, Thiago Galvão, a visita técnica foi para tirar dúvidas sobre o conteúdo do projeto elaborado pela Prefeitura de Natal para a recuperação definitiva da área atingida no bairro de Mãe Luiza, no valor de R$ 8,1 milhões.
Ainda segundo Thiago Galvão, um relatório será gerado e apresentado ao ministro das Cidades, Gilberto Occhi, para avaliação e posterior decisão. De posse do documento, o ministro terá maiores condições de analisar o pleito da Prefeitura. Aprovado o projeto, a Caixa Econômica Federal deverá ser o órgão repassador dos recursos para o município.
O valor de R$ 8,1 milhões engloba a complementação do aterro e da pavimentação da rua Guanabara, além de um muro de arrimo, drenagem definitiva, substituição da rede de água e a recomposição do esgotamento sanitário. Está também incluso no projeto uma rampa com acessibilidade e uma escadaria com acesso até a avenida Silvio Pedroza. “Vamos oferecer outra estrutura”, disse o secretário de Obras Públicas e Infraestrutura, Tomaz Neto. O gestor se mostrou otimista quanto à liberação dos recursos para a execução das obras definitivas, já que os projetos executivos elaborados pela Prefeitura foram bastante elogiados pelos técnicos dos Ministérios das Cidades e da Integração Nacional.
As solicitações foram feitas em reuniões que ocorreram no dia 23 de julho, em Brasília, e que contaram com as presenças do prefeito Carlos Eduardo, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, além dos secretários municipais de Obras Públicas e Infraestrutura, Tomaz Neto; Habitação e Projetos Estruturantes, Homero Grec; Planejamento, Virginia Ferreira, e o secretário chefe do Gabinete do Prefeito, Kleber Fernandes.
Para ações emergenciais, a Prefeitura recorreu ao Ministério da Integração Nacional, que destinou R$ 3,4 milhões para o aterro da rua Guanabara, colocação da proteção de lona, barreira de sacos, recuperação da drenagem e rede de esgoto, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
Conforme o secretário de Habitação e Projetos Estruturantes, Homero Grec, a Defesa Civil interditou 152 casas na área. Dessas, 40 habitações foram destruídas total ou parcialmente. Sessenta e nove tiveram comprometimento na estrutura e precisam de intervenção, e outras 43 foram interditadas por medida de segurança. Todas as 152 famílias estão recebendo auxílio-moradia. À Prefeitura, caberá o desembolso de R$ 517 mil para investimento em moradias, em Mãe Luiza. A Seharpe estimou que as obras habitacionais só poderão ser iniciadas após a execução das obras estruturantes no local.
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