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Técnico do IFRN estima gasto de R$ 40 milhões

A Prefeitura do Natal terá que investir aproximadamente R$ 40 milhões para recuperar e reocupar a área com mais de 10 mil metros quadrados destruída pelo deslizamento de terra no bairro de Mãe Luíza. A estimativa é do engenheiro civil, geotécnico e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Ricardo Severo. Ele faz parte da comissão de professores consultada pelo Executivo Municipal que analisou a destruição no local.

No fim da tarde de ontem, dia 18, o relatório de análise da área atingida pelo desmonte hidráulico foi entregue à secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi). O documento não foi divulgado à imprensa. Além deste relatório, a secretaria aguarda que, até o fim desta semana, os quatro geólogos do Serviço Geológico do Brasil que chegaram à Natal na última segunda-feira, dia 16, entreguem o relatório que servirá de base para a solicitação de recursos junto ao Governo Federal.

De acordo com o professor Ricardo Severo, a estimativa de custos foi baseada nas visitas que ele – juntamente com outros dois profissionais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – realizou na área afetada. “Desde o último domingo estamos visitando o local. Acredito que será necessário o investimento de R$ 40 milhões para recuperar o que foi destruído e reconstruir as casas que ali existiam”, pontuou.

Essa é a primeira vez que alguém mensura o valor dos prejuízos causados pelas chuvas que caíram em Natal. Os profissionais do Serviço Geológico do Brasil – órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia (MME), também conhecido como Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) – estão trabalhando na elaboração de um relatório mais aprofundado sobre o assunto que será entregue à Prefeitura do Natal.

O documento do CPRM vai ser o principal instrumento para que a administração do Município elabore os projetos de reestruturação da área e solicite recursos junto ao Governo Federal. O secretário adjunto de operações da Semopi, Caio Múcio Pascoal, disse que os dois documentos serão úteis. “Ainda não vi o relatório feito pelos professores da UFRN e IFRN, mas acredito que será importante tanto quanto o relatório dos geólogos que chegaram a Natal essa semana”, disse.

No início da tarde da última terça-feira, dia 17, os geólogos realizaram a primeira visita à cratera aberta na rua Guanabara. Os profissionais que já têm experiência em trabalhos pós-tragédias naturais fotografaram o local e observaram a destruição provocada pelos mais de 300 milímetros de água que caíram em Natal.

Segundo um dos profissionais, o acidente em Mãe Luíza é denominado desmonte hidráulico. “Isso foi provocado por três fatores: sistema de drenagem subdimensionado, ocupação desordenada da área e acúmulo de água da chuva”, explicou o coordenador do grupo de geólogos, Breno Beltrão.

Ponto de Vista

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