SOM DO SILÊNCIO –
Há 47 anos ainda deu tempo de festejar com ele, magrinho, devastado pela doença e banhado em lágrimas cívicas, a conquista de Pelé & Cia. no México – o tricampeonato de uma fabulosa Seleção Brasileira.
Há 47 anos eu não consigo trocar palavra. Eu não o vejo, não o ouço, não sei como ele se sente. Eu não recebo um daqueles abraços capazes de me proteger, um daqueles conselhos capazes de me guiar.
Há 47 anos eu abraço outros grandes homens como se fossem meu pai. Eu aprendo a beijar outros grandes homens como se beijasse meu pai. Eu me faço filho querendo meu pai.
Há 47 anos eu vejo filhos e pais fingindo que não existem mutuamente ou simplesmente abrindo mão do tesouro da convivência. Ironia da vida!
Há 47 anos, religiosamente, no som do meu silêncio eu abraço e beijo meu pai no Dia dos Pais. Um dia que não é feliz nem infeliz, apenas mistério. Um abraço e um beijo que são como nuvem.
Há 47 anos eu conheço o som (a que Rafael Molinna se refere no finalzinho deste vídeo) que é a voz da nossa conversa, que me dá a certeza de que não estou sozinho. A voz que só vai morrer quando eu morrer. A voz do meu pai.
Heraldo Palmeira – Produtor Cultural
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,2110 DÓLAR TURISMO: R$ 5,4120 EURO: R$ 6,0510 LIBRA: R$ 7,0660…
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) reduziu de três para duas o número…
O rei Harald V, da Noruega, morreu aos 89 anos nesta sexta-feira (28), informou o…
1- A Meia Maratona do Sol 2026 caminha para ter a maior edição da história.…
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) iniciou nessa quinta-feira (27) a Operação…
Acontece neste sábado (29) mais uma etapa da Campanha de Vacinação Antirrábica 2026, promovida pela…
This website uses cookies.