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Silas Malafaia se defende das acusações

Levado pela Polícia Federal (PF) para prestar esclarecimentos, por força de um mandado de condução coercitiva, o pastor Silas Malafaia se defendeu nas redes sociais das acusações de envolvimento em esquema de fraudes no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), investigado na Operação Timóteo. Além de posts no Twitter, o pastor também gravou um áudio que foi divulgado em um site religioso e um vídeo, que foi postado no Youtube. Malafaia relatou que foi acordado, por um telefonema, afirmando que a Polícia Federal esteve na casa dele. “Estou em São Paulo e vou me apresentar. Recebi uma oferta de cem mil reais, de um membro da igreja do meu amigo pastor Michael Abud, não sei e não conheço o que ele faz. Tanto é que o cheque foi depositado em conta. Por causa disso sou ladrão? Sou corrupto? Recebo ofertas de inúmeras pessoas”, afirmou.

“Declaro no imposto de renda tudo o que recebo. Quer dizer que se alguém for bandido e me der uma oferta, sem eu saber a origem, sou bandido? Será que a justiça não tem bom senso? Pra saber que eu recebi um cheque de uma pessoa; e isso me torna participante de crime? Estou indignado”, disse o pastor. A operação, batizada de Timóteo em referência a um dos livros da Bíblia, aponta o líder religioso como suspeito de emprestar contas bancárias de sua instituição para ajudar a ocultar dinheiro. A Operação Timóteo teve início em 2015, quando a então Controladoria-Geral da União (CGU) enviou à polícia uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de Valadares. O nome da operação é referência a uma passagem do livro de 1ª Timóteo, integrante  da Bíblia, no capítulo 6, versos 9 e 10: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos”.
O juiz substituto da 10ª Vara Federal de Brasília, Ricardo Augusto Soares Leite, ordenou que Silas Malafaia fosse conduzido coercitivamente ontem pela Polícia Federal para ser isolado e, caso quisesse, prestasse um depoimento. O principal alvo das ações de hoje da PF é Marco Antônio Valadares Moreira, suspeito de receber R$ 7 milhões em propinas. A evolução patrimonial dele foi considerada aparentemente incompatível com os rendimentos. Ele e a mulher foram presos temporariamente. Segundo a PF, “uma liderança religiosa” recebeu valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. “A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter ‘emprestado’ contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores”, afirma comunicado da corporação.
O esquema envolve corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral. A ação mobiliza 300 policiais federais e acontece em 11 estados e no Distrito Federal, com buscas e apreensões em 52 endereços relacionados à organização criminosa. Há 29 ordens de condução coercitiva, 4 de prisão preventiva, 12 de detenção temporária, além de outras para sequestrar 3 imóveis e bloquear valores depositados em bancos que podem alcançar R$ 70 milhões.  Os agentes e delegados estão em Brasília, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
O juiz Ricardo Leite determinou ainda que as prefeituras envolvidas suspendam contratações ou pagamento a três escritórios de advocacia e consultoria sob investigação. As provas recolhidas pelas equipes policiais devem detalhar como funcionava um esquema em que um Diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) detentor de informações privilegiadas a respeito de dívidas de royalties oferecia os serviços de dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria a municípios com créditos de CFEM perante  empresas de exploração mineral. Segundo a investigação, o grupo se dividia em ao menos 4 grandes núcleos. O setor captador, formado por Valadares e sua esposa, realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema. A área operacional, composta por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa de Valadares, repassava valores indevidos a agentes públicos. O grupo político era formado por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia integrantes do esquema. O núcleo colaborador se responsabilizava por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro.
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