SEXO FRÁGIL AVILTADO –
Cada vez mais se acentua no Brasil a brutalidade, o desrespeito, o revanchismo e o espírito de inconformismo do macho ante a evolução natural da mulher em busca do espaço que lhe é reservado, por justiça e por direito, na sociedade moderna.
Lamentavelmente, ainda existem indivíduos que imaginam as mulheres como meros objetos de prazer e de procriação sem direito nem capacidade de discernir, como se estivéssemos na Idade da Pedra Lascada. Sendo elas arrastadas pelos cabelos para a caverna do animal que segurava a clava, onde se servia dos restos de comida resultado da caça abatida pelo seu dono e senhor absoluto.
Três situações recentes que deram conta da irracionalidade masculina ante mulheres indefesas, nos chamou a atenção e acentuou a revolta daqueles que respeitam a postura e o papel feminino no mundo civilizado.
A primeira delas envolvendo vereador eleito no Rio de Janeiro, um dos mais votados no último pleito, certamente, amparado em larga margem de votos femininos. O dito edil está sendo acusado de abusar de uma menor de idade, e ainda por cima postar nas redes sociais a filmagem do ato, fato que o deixa passível da acusação de dano moral coletivo.
A segunda ocorrência, também incluída na mesma linha de constrangimento, expôs o suposto procedimento escandaloso de um alto dirigente de entidade pública federal, assediando funcionárias mulheres, suas subordinadas, descaradamente. Em depoimentos das vítimas transmitidos pelas redes de televisão do país viu-se a gravidade das acusações, que podem incutir no autor dos atos de desrespeito o crime de assédio sexual.
O terceiro e o mais escabroso dos casos foi a atitude de procurador jurídico agredindo uma colega de trabalho, por sinal sua superior hierárquica, com socos e pontapés, capazes de lhe tirar a vida caso outras mulheres não minimizassem o ataque interpondo os próprios corpos como escudo.
E pior, tamanha barbaridade cometida por indivíduo responsável por representar os interesses públicos e sociais, também, o da mulher por ele agredida. O que danado se passa na cabeça de nós homens? Será insegurança por havermos perdido o poder que dispúnhamos na Idade da Pedra Lascada? Ou a simples manifestação de nosso receio da supremacia do “sexo frágil”, na maioria das
atividades humanas, antes sob a hegemonia do “sexo forte”. Sim assim for, livrai-nos Senhor de tanta impiedade, criancice e ignorância, juntas.
A mulher nunca deixará de admirar a força, os músculos e a vitalidade masculina quando aliadas à ternura, ao senso de proteção e ao amor externado no relacionamento de ambos; porém, espera o reconhecimento de sua inteligência, de sua luta por igualdade de direitos, de sua feminilidade e de seu romantismo exagerado.
Lembremo-nos da sensibilidade do compositor pernambucano Capiba: “numa mulher não se bate nem com uma flor”. Por fatos como os citados acima, não à toa o Brasil ainda aparece como o quinto país do mundo com a maior taxa de violência contra as mulheres.
Perdoem-nos, vocês mulheres, por muitos de nós não entendermos a importância do sexo oposto em nossas vidas e as aviltarmos com tanta frequência e crueldade. O consolo é que, para cada macho desajustado, existem milhões de nós que exaltam a beleza, a ternura e a força do amor trocado entre um homem e uma mulher.
José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil
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