A SEPARAÇÃO DAS CRIANÇAS DOS PAIS IMIGRANTES – Evandro de Oliveira Borges

A SEPARAÇÃO DAS CRIANÇAS DOS PAIS IMIGRANTES –

A tradição americana com os direitos civis e humanos não é boa, pelo contrário o racismo ainda está sendo vencido. As leis podem ter mudado, mas, a cultura e a cabeça das elites transformam-se devagar, mesmo em face da guerra da Secessão, com o sul escravocrata da monocultura algodoeira vencida, que receberam milhares de escravos negros oriundos da África.

O ato civil de 1957 deu o direito ao voto aos negros, e mesma assim a luta civilista continuou nos EUA, podendo ser ressaltado a liderança que a historiografia registra pelos direitos civis dos negros e pela paz nos Estados Unidos da América com a performance de Marthin Luter king, nascido em Atlanta, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964.

A América mantinha uma tradição histórica de receber imigrantes e foragidos, foi erguido inclusive uma estátua a liberdade e a democracia doada pelos Franceses, com custeio americano, em diversas campanhas, chantada na ilha de Manhatlan em Nova York de uma beleza plástica sem comparações e simbolismo, com a sua chama na mão direita ardendo eternamente pelos direitos civis.

As cenas da separação de crianças aprisionadas chorando e chamando pelos pais, imigrantes clandestinos, vindos principalmente da América Latina para os Estados Unidos e em nome de uma política de tolerância zero, colocado em execução pelo Presidente Donald Trump é completamente desumana, vem, recebendo a repulsa de toda a parte, inclusive ensejou um pronunciamento do Papa Francisco.

A separação de famílias, a retirada das crianças de seus pais, em qualquer idade não tem paradigma para classificar. É completamente contrária a jornada humana na terra, a todo o aprendizado histórico, de guerras que foram enfrentadas, as lições dos holocaustos produzidos, a escravatura negra física vencida, tormenta os ideais da independência da América, atinge os parâmetros da construção da estátua da liberdade com suas correntes quebradas aos seus pés.

A população americana, independente de partidos, de democratas e republicanos, de acusações dos dois lados, começa a protestar no meio público, já não bastasse o muro que querem levantar na fronteira com o México, da saída esdruxula dos Estados Unidos do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, logo o país que mais lutou por instituí-los no pós-segunda guerra, sendo o Presidente Roosevelt um dos maiores destaques, é de ficar estarrecido com a ação contra os imigrantes, separando pais de suas crianças.

A crueldade da humanidade é imensa, inclusive nos países considerados de primeiro mundo, civilizados, instruídos e educados, mas, não querem arcar com o colonialismo praticado, da relação de dependência que alimentam, agora defendem até protecionismo de mercado, declarando guerras comerciais, e separando pais e crianças, com dor e choro, afrontando a família, célula fundamental da sociedade.

Evandro de Oliveira Borges – Advogado

 

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