Não é de hoje que as pessoas procuram a receita milagrosa para emagrecer. Dietas super restritivas, tomar só sopa por alguns dias, cortar todos os carboidratos, chás com várias ervas, água e limão em jejum. E agora dois medicamentos: a semaglutida e a liraglutida – substâncias muito parecidas com o hormônio GLP-1, que é produzido pelo nosso intestino, e vendidas em forma de “caneta”.
O que muita gente ignora (ou não sabe) é que essas canetas não são emagrecedoras. Elas são utilizadas para dois tratamentos bem definidos: diabetes tipo 2 e obesidade – duas doenças crônicas que precisam ser controladas e supervisionadas por profissionais capacitados.
Cynthia Valério, endocrinologista e diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), acrescenta que o tratamento de obesidade é complexo, envolve múltiplos fatores, além do uso de medicações.
“É um acompanhamento multidisciplinar e tem que existir uma mudança de estilo de vida. A medicação é uma ferramenta importantíssima que vai sustentar o processo, mas, quando utilizada de forma isolada e sem acompanhamento, é como se estivesse usando uma ferramenta valiosa de forma inútil“, completa a endocrinologista.
Os medicamentos têm a tarja vermelha, ou seja, a venda depende da prescrição médica. Contudo, como a retenção da receita não é obrigatória, muita gente consegue comprar mesmo sem o pedido do profissional de saúde.
A obesidade é uma doença multifatorial, com estilo de vida e fatores genéticos que influenciam a composição corporal.
O Atlas Mundial da Obesidade 2023, publicado pela Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation), estima que mais da metade do mundo terá obesidade ou sobrepeso até 2035. No Brasil, a doença deve atingir 41% da população adulta.
Como explicamos acima, existem medicamentos para diabetes tipo 2 e para o tratamento de obesidade. Abaixo, falamos sobre as canetas indicadas para essas doenças.
O Saxenda, que tem a liraglutida como princípio ativo, está disponível e liberado para o uso diário. Já o medicamento com semaglutida aprovado para obesidade no Brasil é o Wegovy, de uso semanal.
Trujilho explica que, para ter indicação de uso das substâncias, a pessoa tem que ter inicialmente tentado a perda de peso através de mudança de estilo de vida. Se ela não conseguiu, se o resultado não foi satisfatório, aí o medicamento pode ser recomendado pelo médico.
A bula traz outras advertências e precauções, como a síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2), e atenção se tiver dor abdominal grave e contínua, retinopatia, problemas renais.
“Se a pessoa tem histórico de pancreatite, precisa ter cuidado. Um histórico clínico bem detalhado vai avaliar se o paciente é alguém que tem poucos riscos do uso do medicamento. Por exemplo, se a pessoa tem síndrome do cólon irritável, ela não tem contraindicação absoluta, mas, se for usar, se o médico achar que é uma boa opção, precisa ser mais cuidadoso”, explica o endocrinologista.
“Precisamos ter cuidado quando falamos sobre medicamentos para tratamento da obesidade. Ele precisa estar inserido em uma estratégia de tratamento da doença chamada obesidade e separar de emagrecimento, que é associado ao lado estético”, ressalta Trujilho.
⚡ Os especialistas ouvidos pelo g1 fazem o alerta principalmente para quem procura a semaglutida e a liraglutida apenas para emagrecer alguns quilinhos para entrar no vestido, por exemplo.
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