Categories: Blog

RN tem potencial para produzir 20 mil toneladas de tilápia

Apesar do baixo volume produzido atualmente, o Rio Grande do Norte tem condições de ampliar de cerca de 800 para 20 mil o número de gaiolas para criação de tilápias em 13 reservatórios públicos liberados para a atividade. Isso representaria um salto produtivo de 20 mil toneladas do pescado por ano, já seguindo a nova instrução normativa da Lei Estadual de número 8.769/2005, que disciplina o uso das águas interiores no estado. A projeção é do Sebrae no Rio Grande do Norte e foi apresentada pelo diretor técnico da Instituição, João Hélio Cavalcanti Júnior, na ultima (19), durante o seminário Pesca, Aquicultura e Carcinicultura, que faz parte da série Motores do Desenvolvimento do RN, promovida pelo jornal Tribuna do Norte.

João Hélio Cavalcanti foi um dos palestrantes do seminário, que reuniu ministros, empresários e representantes das instituições ligadas aos setores da carcinicultura, pesca e aquicultura do Rio Grande do Norte. “Há um desequilíbrio entre a oferta e a demanda. O nosso volume de produção ainda é pequeno. Os produtores ainda não têm escala para suprir as demandas exigidas pelo mercado. Falta integração entre todos os agentes da cadeia produtiva e a cultura do consumo de tilápia ainda é restrita. Algo precisa ser feito para reverter essa situação”, enfatiza João Hélio Cavalcanti.

A baixa produção potiguar acompanha os números do consumo per capita. No Brasil, são consumidos em torno de 9 a 10 quilos de tilápia por ano e, no Nordeste, são 5 quilos por ano. Embora não se tenha estatísticas oficiais, sabe-se que o consumo per capita no RN fica inferior às médias brasileira e nordestina. Segundo o executivo do Sebrae, há déficit mundial para pescado da ordem de 34 milhões de toneladas, que pode ser suprido através da aquicultura. “Temos condições favoráveis para produzir tilápia assim como camarão”, diz João Hélio Cavalcanti comparando com o estado vizinho Ceará, cujo consumo anual é de 30 toneladas de tilápia, apesar de só produzir 20 toneladas.

Na visão de João Hélio Cavalcanti, para reverter o quadro de baixa produção, é preciso ampliar a oferta de alevinagem, produção de ração com preço e volume compatíveis, desoneração de taxas e desburocratização de procedimentos. Durante a palestra, o diretor expôs as vantagens competitivas da tilápia, que começou a ser cultivada no Brasil na década de 50. Esse pescado tem como diferenciais a elevada capacidade de adaptação, baixa mortalidade em condições adversas, alta taxa de conversão alimenta e grande potencial de comercialização.

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0160 DÓLAR TURISMO: R$ 5,2120 EURO: R$ 5,8750 LIBRA: R$ 6,8030 PESO…

2 dias ago

Aposentados e pensionistas do INSS começam a receber 13º nesta sexta

Cerca de 23,3 milhões dos 35,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do…

2 dias ago

Pesquisadores defendem caminhos para gestão pública antirracista

Um grupo de sete pesquisadores lança nesta sexta-feira (24), em São Paulo, o livro “Guia da Gestão…

2 dias ago

STF determina atualização anual do valor do mínimo existencial

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nessa quinta-feira (23) determinar a atualização anual do valor…

2 dias ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

  1- O América-RN estreia neste domingo (26) na nova Copa da Liga Nacional de…

2 dias ago

Funcionário do governo dos EUA deixa o Brasil após Itamaraty aplicar reciprocidade

Um funcionário do governo dos Estados Unidos que atuava no Brasil deixou o país após o Ministério das…

2 dias ago

This website uses cookies.