O número reforça o cenário de violência contra a mulher no estado e volta ao debate após o caso de uma técnica de enfermagem agredida pelo marido em Parnamirim, na Grande Natal.
A vítima, Ingrid Katerine, de 30 anos, denunciou ter sido agredida e sufocada durante uma discussão na manhã desta quarta-feira (2). O suspeito foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça.
De acordo com o relato, os dois estão juntos há nove anos, mas vivem em casas separadas. A discussão teria começado quando Ingrid foi buscar um dos carros da família. Ela pediu que a filha do casal pegasse as chaves, mas o homem teria tomado o objeto das mãos da criança e saído com o veículo.
Ainda segundo a vítima, essa não foi a primeira situação de violência no relacionamento. Ela afirmou que agressões verbais, psicológicas e físicas, como empurrões, já faziam parte da rotina do casal.
De acordo com a Polícia Civil, entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizados diversos registros desse tipo de crime no estado. As ameaças lideram a lista, com 2.293 casos. Em seguida aparecem:
Quando a mulher decide denunciar e pedir proteção, a Polícia Civil pode solicitar à Justiça medidas protetivas de urgência.
Entre janeiro e agosto deste ano, foram 5.089 pedidos feitos pela corporação no estado.
A orientação para vítimas de violência doméstica é procurar ajuda e denunciar. Os casos podem ser comunicados à polícia por meio das delegacias especializadas, da Polícia Militar e dos canais oficiais de denúncia.
Como denunciar:
Fonte: G1RN
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