RETRATO DO PASSADO –
Quando João Goulart assumiu a presidência do Brasil em 1961, propôs reformas de base visando aprofundar transformações no país, porém encontrou forte oposição no Congresso e em setores conservadores da sociedade. Sua linha tendenciosa para a extrema esquerda mexeu com os brios de uma nação avessa ao sistema proposto.
Militares, com o apoio de ampla parcela da sociedade brasileira e dos Estados Unidos depuseram João Goulart, alegando o risco de instalação de um governo comunista no país. O golpe marcou o fim da democracia e o início de um regime militar que se estendeu por um quarto de século.
A participação ativa dos Estados Unidos, através do embaixador Lincoln Gordon, desempenhou papel significativo no apoio ao golpe militar de 1964. É consenso que ele atuou ativamente nos bastidores, planejando a intervenção americana caso se fizesse necessária.
Vivemos situação semelhante, um retrato do passado. O estreitamento das atividades comerciais do Brasil com países socialistas está incomodando, novamente, e muito, aos Estados Unidos. O tarifaço é uma clara tentativa de desacreditar e desestruturar o governo vigente para evitar a aproximação.
No Estado Democrático de Direito o poder do estado é limitado pela lei e protegidos os direitos fundamentais dos cidadãos. Isso implica em afirmar que através da autonomia do voto elegemos os candidatos que achamos aptos para comandar a nação. A escolha, certa ou errada, é uma opção exclusiva de cada votante.
O Brasil não pertence a nenhum mandatário nem a grupos de apaniguados de quem estiver no poder, mas somente ao povo brasileiro. Malefício pior que tarifaços comerciais ou ameaças descabidas é o descontrole da corrupção. Essa sim, deve ser combatida sem trincheiras e em todos os escalões da sociedade.
A alternância do poder é algo singular e salutar, pois não cria vícios nem perpetua privilégios. Dois mandatos são suficientes para um presidente deixar a sua marca – nada de alardear que o brasileiro não sabe votar. Outra chaga que amaldiçoa o bom-senso é o radicalismo político, porque emburrece e embrutece o eleitor.
Conforme o narrado em Gênesis 18, Deus falou a Abraão no contexto de salvar da destruição Sodoma e Gomorra: “Se houver um único justo a cidade será salva”. Num país de quase 215 milhões de habitantes como o Brasil, se não houver um único político para nos governar com retidão em breve veremos o “fundo do poço”.
Sabemos da dificuldade de extirpar vícios como a negociata de votos sem qualquer cerimônia ou escrúpulo, transformada em algo corriqueiro. Para combater tais crimes será necessário um trabalho penoso para desnudar os falsos profetas portadores de mantos e auréolas, mostrando ao povo suas faces pervertidas.
Longe de mim almejar para o Brasil sistema de governo diferente da democracia. Todavia a falta de rigor na aplicação das leis para coibir desvios e procedimentos danosos ao país incentiva a continuidade da imoralidade. Preocupação latente é ver o crime organizado alcançar patamares idênticos aos da Máfia italiana.
Contando com o fato de Deus ser brasileiro, acredito que ele proverá de equilíbrio os seus patrícios na escolha do novo presidente no pleito de 2026.
José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil
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