Maior reserva indígena do Brasil, a região é alvo alvo de criminosos que fazem a extração ilegal de ouro desde a década de 1980, mas que se intensificou nos último anos.
“A Terra Indígena Yanomami é uma das prioridades que está no relatório do grupo de trabalho, e vai ser uma força-tarefa muito grande, não somente com a Funai, mas outros órgãos do governo. Também tem que ser combinada com algumas ações sociais, pois a gente precisa dar uma segurança na terra, restabelecer a paz, a tranquilidade e também fazer uma fiscalização mais contínua, mais permanente”, disse.
Joenia Wapichana cumpre seus últimos dias como deputada federal por Roraima, e ainda depende de nomeação para assumir oficialmente a autarquia. Ela deve ser nomeada pela ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, já que a Fundação passará a ser alinhada à pasta. Na gestão federal anterior, a Funai integrava a estrutura do Ministério da Justiça.
Em entrevista à Rede Amazônica, em Brasília, Joenia explicou que ao passar o período de reestruturação dos ministérios com novos comandos, reuniões serão realizadas para colocar o plano de proteção da Terra Yanomami em prática.
“Não é somente retirar garimpeiros e deixar da forma que está, mas dar uma resposta para a questão ambiental, para a própria questão ali dos garimpeiros. Precisa ser pensada numa ação coletiva num grupo de trabalho”, complementou.
Ainda sobre as prioridades da Funai, a nova presidente disse que vai trabalhar para que os processos de demarcação e fiscalização das terras indígenas do país sejam retomados “dentro de um plano de trabalho”, além de inibir o avanço de invasores nos territórios.
Perguntada também sobre quem deve assumir o posto de coordenador da Funai em Roraima, Joenia reforçou que a indicação partirá dos próprios povos indígenas do estado. Na semana passada, durante o ato simbólico em que lideranças indígenas de todo o país retomaram a sede do órgão em Brasília, Joenia declarou que quer total autonomia para os povos.
Maior reserva indígena do Brasil, a Terra Yanomami tem quase 10 milhões de hectares entre os estados de Roraima e Amazonas, e parte da Venezuela. Cerca de 30 mil indígenas vivem na região em mais de 370 comunidades.
A área é mira do garimpo ilegal de ouro desde a década de 1980. Mas, nos últimos anos, essa busca pelo minério se intensificou, causando além de conflitos armados, a degradação da floresta e ameaça a saúde dos indígenas.
A invasão garimpeira causa a contaminação dos rios e degradação da floresta, o que reflete na saúde dos Yanomami, principalmente crianças, que enfrentam a desnutrição por conta do escasseamento dos alimentos.
Em 2020, o ano da pandemia, o garimpo ilegal avançou 30% na Terra Yanomami. Só o rio Uraricoera concentra 52% de todo o dano causado pela atividade ilegal. Em 2021, o garimpo ilegal avançou 46% na região, a maior devastação da história desde a demarcação e homologação do território há quase 30 anos.
Fonte: G1
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