RESPONSABILIDADE, HOJE –

Atualmente venho sofrendo de um mal desconhecido da medicina, porém conhecidíssimo daqueles que vivem, participam e preocupam-se em forjar aqueles que viverão no futuro.

Quando, aqui expresso “futuro”, esse não é ilimitado. Está logo ali, a espreita, como um olheiro que enxerga com as lentes de “possibilidades” que certamente, esse ou aquele despertam naturalmente.

Não posso esquecer que, ao largo do “descobridor/apostador” de talentos, para os dons midiáticos, existem milhares de outros “não afeitos” ao dom esperado, mas que ressurgem em outros florais de diversidades de talentos que a vida proporciona.

Lembro-me que lá pelos idos de 1965, quando nos bancos (carteiras) escolares do Salesiano, recebemos a visita do saudoso major Cleantho Homem de Siqueira, que em uma de suas palestras deixou-me gravado uma frase – carregada de responsabilidades – que traduzia um sentimento de incentivo: “Vocês serão o futuro do Brasil”.

Jovem, com meus quatorzes “ressurgimentos”, coloquei aquelas palavras na cacunda e fiz desse alerta o meu primeiro foco naquele “futuro” que ainda não tinha se apresentado para mim.

Afinal bastava retornar para casa e lá estava tudo ao meu dispor. Porém, meu olhar foi se alargando e passei a perceber o quanto meu pai e minha mãe se desdobravam para que eu, e meus irmãos, fôssemos caminhando sem perceber que cada passada tinha, ali, o esforço, a dedicação, o sacrifício e o amor que deles emanavam.

Sabe, hoje, aquele texto “Pegadas na Areia” (“Os dias em que viste só um par de pegadas na areia são precisamente aqueles em que Eu te levei nos meus braços”), exatamente.

Passei a compreender que havia muitos outros preparando o futuro para milhões de jovens e crianças, dando-os as sementes da educação, da moral, do civismo, da religiosidade, para que a partir de um determinado ponto, caberia a nós – ontem, sendo burilado, plantarmos, hoje, o futuro das próximas gerações.

Era inconcebível que a humanidade que desfrutava do progresso (em cada geração), não repassasse aos jovens, as benesses que receberam dos que o antecederam.

Claro que cada geração utiliza as cores de sua época para dar renovação ao frescor da vida.

Poderíamos parar por aqui. Mas, o futuro não espera.

“O mundo mudou” – abre qualquer lampejo de discussão para a situação atual do mundo.

A responsabilidade dos homens de hoje é, muito mais segmentada em si mesmo, pelas tamanhas necessidades que o mundo lhe impõe.

O futuro que era logo ali, agora, hoje, é bem aqui.

Parece não ser preciso enxergar o amanhã. As lentes são moldadas para “perto”.

Se, ao major Cleantho fosse dada a oportunidade de proferir sua palestra para os jovens de hoje, certamente diria: “Vocês já são o Brasil de amanhã”.

Os interesses de hoje, não se revestem de solidariedade. O individualismo se sobrepõe ao coletivo. Tudo é para a sobrevivência atual. Dane-se o amanhã.

Não se confia em mais ninguém. Pesquise, pergunte sem induzir. Não se surpreenda com o resultado.

Você participa, você frequenta, você compreende, você sabe como é, mas… “não confio”.

Se os homens de hoje e os do futuro puderem restabelecer o mínimo de confiança, na justiça de suas ações, na justiça da legalidade e na justiça divina, é bem capaz que o futuro encontre o seu diapasão de sonoridade do bem estar social.

Somente a partir de uma nova tomada de decisão humanitária, com o pensamento sempre na educação de nossas crianças e jovens, é que poderemos enxergar o verdadeiro futuro.

Tenhamos, pois, a clarividência, inspiração e transpiração que as circunstâncias exigem para pautar no exemplo dos que se dispusera a colocar em prática a objetividade humanitária de forma coletiva.

A minha, a sua, a nossa responsabilidade, hoje, será cobrada pelas gerações futuras, amanhã.

A nossa inteligência não pode e não deve ser manipulada por outrem que se arvora de que pode salvar o mundo.

A nossa consciência nasceu do Pai, e somente a Ele e Nele podemos nos inspirar para tornar este mundo melhor.

E Ele, é pura educação.

 

Carlos Alberto Josuá Costa – Engenheiro Civil e Consultor (josuacosta@uol.com.br)

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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