O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que a reforma trabalhista, aprovada pelo Senado na noite de terça-feira (11), deve ser sancionado na quinta-feira (13) pelo presidente Michel Temer, e que depois deve ser editada uma medida provisória com mudanças no texto.
Representantes do Ministério do Trabalho, da Casa Civil e de quatro centrais sindicais estão analisando pontos que devem ser mudados pelo governo por meio de medida provisória, ainda sem data para ser editada.
“Esse compromisso será cumprido, todos os compromissos que foram sinalizados pelo presidente e pela própria base do governo, através de um documento encaminhado pelos senadores, aqueles pontos estão sendo tratados uma a um, para serem, através de uma medida provisória, pacificados. E aprimorar a segurança para o trabalhador”, afirmou Nogueira, em entrevista à rádio Gaúcha, na manhã desta quarta-feira (12) citando como exemplo a questão do trabalho de gestantes em locais insalubres.
O ministro foi indagado ainda se entre as mudanças aprovadas, estaria a extinção do imposto sindical, Nogueira afirmou que “o governo não vai afrontar aquilo que o Senado aprovou”.
“Nós temos em torno de 4,3 mil sindicatos, o movimento sindical vai ter que passar por uma transformação. O imposto sindical não será mais obrigatório”, afirmou o ministro durante a entrevista na qual defendeu uma forma de custear a atuação dos sindicatos, mas sem especificar como.
Segundo o blog da Cristiana Lôbo, a expectativa era que a MP abordasse ao menos três pontos:
Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que a Casa não vai aceitar mudanças na reforma trabalhista aprovada no Senado. A declaração foi feita pelo Twitter, pouco depois da 0h
“A Câmara não aceitará nenhuma mudança na lei. Qualquer MP não será reconhecida pela Casa”, escreveu Maia.
A reforma trabalhista proposta pelo governo Temer foi aprovado pelos deputados em abril. Para evitar que o texto fosse mudado no Senado e, assim, tivesse de voltar à Câmara, Temer se comprometeu a fazer as alterações defendidas pelos senadores via MP. O acordo foi anunciado pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB- CE), após um encontro de Temer com a bancada do PMDB na Casa, em maio.
*Fonte: G1
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