QUEM PRECISA DE CUIDADOS PALIATIVOS? – Cinthia Moreno

QUEM PRECISA DE CUIDADOS PALIATIVOS? –

O conceito de cuidados paliativos foi atualizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2017, como sendo uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes (adultos e crianças) e famílias que enfrentam problemas associados a doenças que ameaçam a vida, prevenindo e aliviando o sofrimento, por meio da identificação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e de outros problemas físicos, psicossociais ou espirituais.

Não é só o câncer que ameaça a vida. Há uma grande variedade de doenças que trazem, desde o diagnóstico, essa ameaça e comprometem a funcionalidade e qualidade de vida. Podem ser agudas ou crônicas. Podem evoluir de forma progressiva e degenerativa ou terem grandes chances de cura. O paciente pode ser idoso ou criança, com poucos meses de vida.

Atualmente, existem algumas ferramentas que podem ser aplicadas na avaliação do paciente e definir se ele é ou não elegível para cuidados paliativos. Essas ferramentas se baseiam em indicadores gerais (capacidade funcional, sintomas de difícil controle, declínio de algumas funções e comorbidades) e indicadores específicos para cada doença como demência, câncer, doenças cardiorrespiratórias, etc.

Assim, o cuidado paliativo será indicado com base em critérios, que vão definir a atuação de toda a equipe multidisciplinar. Todos os membros da equipe devem ter um olhar amplo para o cuidado e se basearem nos princípios que norteiam os cuidados paliativos.

Alguns dos princípios são: reconhecer que a morte é um processo natural e não deve ser antecipada nem adiada; deve ser fornecido o apoio necessário ao paciente em seu próprio luto e também aos seus familiares; a abordagem deve ser oferecida em qualquer lugar (hospital, domicílio, instituições) e em qualquer nível de atenção à saúde.

Cuidado paliativo não é um tipo de tratamento. Não é algo que deve ser indicado apenas nos últimos meses, semanas ou dias de vida, mas desde o diagnóstico. Não é uma abordagem passiva onde não há o que ser feito. Pelo contrário! Há muito que fazer para prevenir e aliviar o sofrimento e manejar, de forma adequada, a dor e outros sintomas físicos, psicológicos, sociais e espirituais. O paciente pode se beneficiar dos cuidados paliativos mesmo durante o tratamento curativo e ter melhora da qualidade de vida, durante todo o processo.

 

 

 

 

Cinthia Moreno – Fisioterapeuta da Casa Durval Paiva, CREFITO 83476-F

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
Ponto de Vista

Recent Posts

Concurso Unificado do RN: Governo publica edital com 175 vagas para Ceasa, Detran e Ipern

O Governo do Rio Grande do Norte publicou nesta terça-feira (17), no Diário Oficial do…

11 horas ago

Caso Marielle: ex-delegado Rivaldo Barbosa deixa prisão no RN para ser transferido para o RJ

O ex-delegado Rivaldo Barbosa, condenado a 18 anos de prisão por envolvimento no caso Marielle…

11 horas ago

COTAÇÕES DO DIA

  DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,2690 DÓLAR TURISMO: R$ 5,4710 EURO: R$ 6,0480 LIBRA: R$ 6,9920…

1 dia ago

Eduardo Bolsonaro é citado pela PF e tem 15 dias para se defender de processo por abandono de cargo

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi formalmente citado nesta segunda-feira (16) no processo administrativo aberto pela Polícia…

1 dia ago

Terceira semana de guerra: Irã exibe capacidade de sobrevivência enquanto Trump emite sinais confusos

Na terceira semana de guerra, o Irã exibe claros sinais de sua capacidade de sobrevivência aos ataques…

1 dia ago

Governo libera crédito emergencial para atingidos pelas chuvas

O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou na edição desta segunda-feira (16) do Diário Oficial da União resolução que prevê crédito emergencial a pessoas…

1 dia ago

This website uses cookies.