Os astronautas têm que obedecer a regras rígidas de peso em relação ao que levam em suas viagens espaciais — o equipamento da missão deixa pouco espaço para artigos pessoais.
Mas Nicole Aunapu Mann, de 45 anos, não precisou pensar muito na hora de preparar sua bagagem de 1,3kg: o item que ela realmente queria que a acompanhasse em sua viagem ao espaço era um símbolo de sua herança indígena.
A ex-piloto de testes da Marinha dos EUA se tornou nesta semana a primeira mulher indígena americana a ir para o espaço.
Ela é um dos quatro astronautas da missão Crew-5 da Nasa, agência espacial americana, que foi lançada na quarta-feira (05/10), da Flórida, com destino à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Como uma homenagem ao seu povo Wailacki, ela levou um filtro dos sonhos — um amuleto indígena que ganhou da mãe, Victoria, quando era criança — para lembrar da família.
Na cultura indígena norte-americana, os filtros dos sonhos simbolizam unidade e oferecem proteção.
“Será um pedacinho da minha família que levarei ao longo desta jornada”, disse a astronauta à BBC antes de embarcar.
Mann será a comandante da missão, a bordo da espaçonave Crew Dragon, da SpaceX, cuja tripulação inclui o também americano Josh Cassada, o astronauta japonês Koichi Wakata e a cosmonauta russa Anna Kikina.
A expectativa é de que eles passem seis meses a bordo da ISS.
Mann também pode alcançar outro grande feito pioneiro: ela é uma das astronautas do Programa Artemis, que pretende levar a primeira mulher e a primeira pessoa negra à Lua até 2026.
“É muito emocionante”, afirmou ela à BBC sobre seu voo histórico.
“Eu realmente espero que esta missão inspire as crianças indígenas americanas a seguir seus sonhos e perceber que algumas dessas barreiras que existem ou costumavam existir estão sendo derrubadas”.
O primeiro homem indígena americano a ir ao espaço foi John Bennett Herrington, do povo Chickasaw, que voou a bordo do ônibus espacial Endeavour vinte anos atrás.
Em sua viagem de 13 dias ao espaço, em 2002, ele levou a bandeira Chickasaw e uma flauta tradicional.
Mann, natural da Califórnia, estudou engenharia mecânica na Universidade de Stanford.
Ela se tornou coronel do Corpo de Fuzileiros Navais, pilotando vários aviões de combate. E foi destacada duas vezes para porta-aviões de apoio a operações de combate no Iraque e no Afeganistão, recebendo seis medalhas por seu serviço às Forças Armadas dos EUA.
Esta missão é o primeiro voo espacial de Mann desde que ela completou seu treinamento para astronauta em 2015.
Ela é um dos oito membros da 21ª turma de astronautas da Nasa, formada para operações da estação espacial e possíveis missões futuras para a Lua e Marte.
Na Estação Espacial Internacional, a equipe vai realizar 250 experimentos científicos que, segundo a Nasa, vão ajudar a beneficiar a vida na Terra e se preparar para a exploração humana além do planeta.
Isso inclui ajudar a imprimir células humanas em 3D até cultivar tomates — e potencialmente realizar caminhadas espaciais.
A primeira semana deles será dedicada a fazer a transição com a missão Crew 4, que voltará para a Terra em 12 de outubro.
Entre os astronautas que retornam, está Samantha Cristoforetti, a primeira mulher europeia comandante da Estação Espacial Internacional.
Fonte: G1
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