PUXANDO O PRÓPRIO TAPETE –
Rota da Bosta, assim foi denominada de forma pejorativa pelo jornalista e blogueiro, Gustavo Negreiros, a rodovia estadual RN-063 também conhecida como a Rota do Sol, diante da calamidade que resultou na sua interdição no começo desta semana.
Trata-se do mais belo e significativo trecho rodoviário estadual, porquanto interligar a capital com a quase totalidade das praias do nosso litoral Sul. Tenho por aquela estrada especial apreço, porque eu colaborei na sua construção como membro da diretoria do DER-RN, a convite do titular da pasta engenheiro Luiz Jorge Leal, no governo Geraldo Melo.
Lembro do esforço despendido para convencer meus pares com o objetivo de implantar carnaúbas em vez de outras árvores no embelezamento do canteiro central da rodovia. Isso por se tratar de uma palmeira típica de regiões alagáveis, supostamente, imprópria para o transplante visado.
Ao final elas foram plantadas e todas vingaram, o que ajudou a emoldurar um exótico cartão-postal decorado por um tipo de planta nordestina que nos acostumamos a vê-la verdejante apenas no sertão. Lamento que muitas delas tenham sido derrubadas em acidentes rodoviários e, sem serem repostas, deixaram espaços vazios que desvirtuaram o visual da estrada.
Voltando ao desastre denunciado pelo blogueiro, a lagoa de captação construída à margem da rodovia não transbordou apenas em razão das chuvas atípicas que presenciamos nos últimos dias. A dita, já havia extravasado o material escuro e fedorento que abriga noutras ocasiões, talvez em decorrência da falta de estabilidade do aterro de contenção ali construído.
Verdade seja dita, a tal lagoa não é de responsabilidade do DER-RN – nem sei se essa repartição ainda funciona tamanho o descaso com a malha estadual -, porém, a rodovia é o equipamento comunitário mais sacrificado quando ocorrem os extravasamentos.
Por sua vez, a Rota do Sol é de suma importância para as praias de Pium, Cotovelo, Pirangi e demais comunidades do litoral Sul, haja vista a quantidade de pessoas ali residindo e trabalhando em Natal. Alagamento do tipo, em menor quilate que o de agora, já ocorreu no período de veraneio para atanazar a vida de turistas e moradores da região.
Neste período de alta estação, a Rota do Sol se assemelha a um sumidouro à céu aberto. Imaginemos a terrível impressão de quem nos visita ao se deparar com um mar de resíduos de dejetos numa rota turística. Perdoem-me, mas é plena a insensibilidade de quem aprovou tal aparelho sanitário à margem da rodovia.
O bom senso deveria ter sido posto em prática no instante do primeiro desbordo com a relocação da lagoa de captação para outra localidade. E o pior, qualquer solução diferente da citada, não sanará o problema de invasão da pista com as águas turvas nos períodos chuvosos. É pagar para ver!
Outro importante segmento rodoviário, a BR-226, interrompeu o acesso à capital também em decorrência das fortes chuvas, mas não causou tanto impacto quanto a Rota do Sol que conseguiu desagradar a “gregos” e “troianos”. Um verdadeiro “puxão de tapete” para qualquer governo em época de eleição.
José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil
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