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Projeto pioneiro do MP muda a vida de adolescentes na Grande Natal

O projeto Jovem de Valor está inserido no programa de atuação da 11ª Promotoria de Justiça de Parnamirim para o período de 2017-2019, no eixo da socioeducação, que estabelece como metas a garantia da oferta de cursos profissionalizantes, oficinas de capacitação, orientação e motivação, atividades de lazer, esporte e cultura, acesso aos serviços de saúde e atendimentos socioassistênciais aos adolescentes e suas famílias. Além disso, busca a redução da evasão escolar dos jovens em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto.

Participam adolescentes sentenciados à prestação de serviços comunitários em liberdade assistida na comarca de Parnamirim. Neste período, que pode durar de 1 a 6 meses, durante os dois turnos, sendo duas vezes na semana, o adolescente tem que frequentar palestras, oficinas ou cursos profissionalizantes, além de estar devidamente matriculado e frequentando a escola.

Nosso projeto acompanha cada jovem de forma individualizada e permanente, e em conjunto com os demais órgãos da rede de proteção. Nosso foco é trabalhar a pessoa, e não o processo. Esse é o segredo do nosso sucesso”, complementou André Azevedo.

Antes do projeto, o promotor contou que a evasão escolar era um dos problemas a ser combatido. “Apenas 59% dos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas estavam matriculados. E menos da metade, apenas 41%, de fato estavam indo às aulas”, revelou.

“A profissionalização também não existia. Até o final do ano passado, nenhum dos adolescentes aproveitou as oportunidades que foram ofertadas. Ou seja, ninguém concluiu nenhum dos cursos oferecidos. Hoje, a história é outra. Dos sete inseridos neste novo modelo de ressocialização desenvolvido por nossa promotoria, todos voltaram a estudar e quase todos estão trabalhando. Até a mãe de um dos garotos, ao participar das nossas reuniões, decidiu voltar para a escola e para terminar os estudos”, acrescentou.

Outros dados também chamaram a atenção do promotor. “Antes, 37,5% dos adolescentes deixavam de cumprir as medidas socioeducativas e praticamente a metade dos que chegavam aqui acabavam cometendo novos atos infracionais, que é como são chamados os crimes cometidos por menores de idade. Agora, esses números também são bem diferentes. Dos sete assistidos pela equipe do Creas, todos cumpriram as medidas que foram impostas pela promotoria, e apenas um deles acabou como reincidente.

 

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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