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Professores e universitários passam a oferecer sessões online e gratuitas de terapia durante a pandemia

Professores do curso de Terapia Ocupacional realizam atendimentos — Foto: Arquivo Pessoal

Cenário cheio de incertezas, dificuldades e medo. Esta é a realidade que muitas pessoas estão enfrentando diante da pandemia do coronavírus. Por isso, alunos e professores do curso de Terapia Ocupacional de uma universidade em Sorocaba (SP) resolveram ajudar com sessões de terapia online e gratuitas, abertas para todos os públicos.

A coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da Universidade de Sorocaba, Soraya Diniz, explicou que os atendimentos são feitos através de uma plataforma online. Com a divulgação feita pela própria universidade, as pessoas têm acesso a um link que direciona o interessado a um formulário, que deve ser preenchido com nome e telefone. Depois, é só aguardar o contato para agendar a primeira sessão.

“São atendimentos voltados principalmente a quem está sofrendo com essas mudanças que a pandemia trouxe às pessoas”, afirma a terapeuta ocupacional e professora do curso, Ana Carolina Cómitre.

Segundo a professora, antes da pandemia, os atendimentos virtuais não eram permitidos pelo Conselho Federal de Terapia Ocupacional. Porém, diante da situação atual, o conselho abriu uma exceção para facilitar as sessões de terapia.

“Em alguns casos o único recurso da pessoa é o contato telefônico, porque muitas pessoas não têm internet ou computador. Mas, mesmo assim, somos uma fonte de suporte emocional nesse momento”, conta a professora.

Pensando na questão social, Ana Carolina explicou que a ideia foi abrir o atendimento virtual para a comunidade num geral, o que acabou resultando em uma demanda grande de pessoas, inclusive, de outros estados.

“Chegamos a atender pessoas da região sul do país que tiveram acesso à divulgação e se interessaram”, contou.

Para a professora, o momento é de muitas incertezas e dúvidas, por isso, a terapia acaba sendo fundamental para muitas pessoas, inclusive os próprios alunos.

Segundo a professora, antes da pandemia, os atendimentos virtuais não eram permitidos pelo Conselho Federal de Terapia Ocupacional. Porém, diante da situação atual, o conselho abriu uma exceção para facilitar as sessões de terapia.

“Em alguns casos o único recurso da pessoa é o contato telefônico, porque muitas pessoas não têm internet ou computador. Mas, mesmo assim, somos uma fonte de suporte emocional nesse momento”, conta a professora.

Pensando na questão social, Ana Carolina explicou que a ideia foi abrir o atendimento virtual para a comunidade num geral, o que acabou resultando em uma demanda grande de pessoas, inclusive, de outros estados.

“Chegamos a atender pessoas da região sul do país que tiveram acesso à divulgação e se interessaram”, contou.

Para a professora, o momento é de muitas incertezas e dúvidas, por isso, a terapia acaba sendo fundamental para muitas pessoas, inclusive os próprios alunos.

De acordo com dados levantados pelos professores do curso, a idade dos pacientes atendidos varia de 17 a 55 anos e, dentre estes, cerca de 68% estão na faixa etária de 17 a 25 anos.

“Muitos alunos estão com dificuldade ao modelo EAD, por exemplo, então é um momento de muito medo, incertezas, tudo está atrelado”, diz.

Os atendimentos são feitos também com a ajuda dos estagiários do curso de Terapia Ocupacional da universidade. Segundo uma das estagiárias Julia Moron, de 23 anos, desde o início do anúncio de isolamento social o grupo de professores e alunos começou a pensar em oferecer atendimentos.

“Atendemos em horários definidos, nos nossos horários de estágio mesmo. E se por um acaso alguém não estiver bem, não faz o atendimento”, explicou a aluna.

Julia também comentou sobre o apoio compartilhado entre professores e alunos, o que, segundo ela, acaba sendo essencial para manter a qualidade nos atendimentos e se manter bem.

Quebra de rotina

Uma das pacientes, Milena Alves de Lima, de 36 anos, contou que ficou sabendo dos atendimentos por uma rede social e acabou se inscrevendo.

“Meu filho faz terapia ocupacional, pois ele tem autismo. Aí decidi começar a fazer também para ter um auxílio para conseguir a me organizar melhor nessa quarentena”, explicou.

Para Milena, a experiencia está sendo fundamental para enfrentar os dias de isolamento. Ela contou que está desempregada e que a ajuda surgiu em um bom momento. “Essa quebra de rotina é muito difícil, nunca passamos por isso, né? Acho fundamental nos cuidarmos”.

Com duração de uma hora, a paciente contou que as sessões são feitas com estagiários e uma professora, tudo por videochamada através de um aplicativo. Segundo ela, ela já recomendou as sessões para os amigos.

“Recomendei para amigos, falei que estava gostando muito. Cada um está reagindo de uma forma, então é fenomenal essa atitude, nos ajuda muito”.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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