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Produção industrial tem o melhor 1º semestre em 4 anos

Após dois meses seguidos de alta, a produção da indústria brasileira ficou estável em junho ante o mês anterior, com variação nula (0,0%) na série sem influência sazonal, mostram dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos seis primeiros meses do ano, porém, o setor acumulou alta de 0,5%. Foi o melhor fechamento do semestre desde 2013, quando a variação acumulada no ano ficou em 3%.

“Quando a gente vê os resultados mais recentes, se observa uma melhora no comportamento da indústria. Mas isso está longe de apontar uma trajetória consistente de crescimento do setor industrial”, enfatizou o gerente da coordenação de indústria do IBGE, André Macedo.

O economista do IBGE ponderou que apesar do resultado do semestre ser positivo, ele tem como base de comparação o resultado negativo de 8,8% do primeiro semestre do ano passado. “Vale lembrar que este é o primeiro semestre positivo depois de seis semestres seguidos de quedas consecutivas”.

Segundo ele, a produção industrial está 18,2% abaixo do pico histórico da produção industrial, alcançado em junho de 2013.

Em relação a junho do ano passado, a atividade do setor também avançou 0,5% (com ajuste sazonal). Foi a segunda alta seguida nesta base de comparação. Ainda assim, essa expansão foi bem menos intensa que o avanço de 4,1% em maio.

A taxa acumulada nos últimos 12 meses recuou 1,9% até junho. Apesar do resultado negativo, foi um ritmo de queda menor que o iniciado em junho de 2016, quando a produção caiu 9,7%, de acordo com o IBGE.

Foi também o melhor resultado em três anos nesta base de comparação. Em junho de 2014, o indicador mostrava queda de 0,5%. Segundo o IBGE, A última vez que a variação acumulada em 12 meses ficou positiva foi em 2013, quando a taxa ficou em 1,5%.

O pesquisador do IBGE destacou que, ao se observar o acumulado em 12 meses, há 16 atividades com recuo e nove em crescimento. “Esta é a melhor situação desde junho de 2014”, afirmou Macedo. Ele ponderou que, embora a indústria brasileira “tenha mostrado um comportamento de maior intensidade no seu ritmo de produção, ela ainda tem um bom espaço a percorrer para recuperar as perdas”.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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