O primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdul Mahdi, disse nesta sexta-feira (29) que apresentará sua renúncia ao Parlamento para que os parlamentares possam escolher um novo governo, de acordo com um comunicado de seu gabinete.
A decisão de Abdul Mahdi foi uma resposta a um pedido de mudança de liderança feito mais cedo nesta sexta-feira (29) pelo principal clérigo xiita do Iraque, o grande aiatolá Ali al-Sistani, segundo o comunicado.
Desta maneira, o líder religioso xiita, de 89 anos, expressou pela primeira vez apoio inequívoco aos manifestantes que desde outubro exigem a queda do regime e a renovação da classe política, que acusam de corrupta, de ignorar a população e de reprimir os protestos com violência.
Na quinta-feira (28), 46 manifestantes morreram e quase mil ficaram feridos em várias localidades do país, na região sul e em Bagdá.
A população aguardava a reação do aiatolá nesta sexta-feira (28), enquanto combatentes tribais e civis, armados, tomaram ruas e estradas.
“O Parlamento do qual surgiu o governo atual está convocado a repensar a opção que tomou naquele momento e a atuar pelo bem do Iraque, para preservar a vida de seus filhos e evitar que o país afunde na violência, o caos e a destruição”, declarou Sistani, em um sermão lido por um de seus auxiliares na cidade de Kerbala.
Na quinta-feira (28), Moqtada Sadr afirmou que se o governo do primeiro-ministro Adel Abdel Mahdi não renunciasse, isto seria o “início do fim do Iraque”.
Os paramilitares das Forças de Mobilização Popular, ligados ao Irã, segunda bancada do Parlamento e forte apoio do governo, também parecem disposto a ceder à vontade do grande aiatolá.
“Suas ordens são nossas ordens”, tuitou Qais al Jazali, um de seus comandantes.
Nas ruas, a pressão permanece intensa, tanto na capital Bagdá como nas cidades do sul: Najaf, Diwaniya, Al Hilla e Nasiriya.
Nesta última, 26 manifestantes morreram na quinta-feira (28) atingidas por tiros das forças de segurança lideradas por um comandante militar enviado de Bagdá.
Manifestantes foram feridos quando tentavam chegar à sede da polícia. Uma delegacia foi incendiada, a segunda em dois dias nesta cidade.
A repressão aumentou, assim como a resposta dos manifestantes.
Em Nasiriya, o governador conseguiu, antes de renunciar, que o Executivo central demitisse o comando militar da região.
Para tentar proteger os manifestantes da repressão, um grupo de combatentes tribais de Nasiriya, armados, bloqueou na quinta-feira (28) a estrada que liga a cidade com a capital Bagdá.
Nesta sexta-feira (29), os homens não estavam mais no local, mas vários manifestantes queimaram pneus em pontes e estradas.
Em Najaf, homens à paisana atiraram durante a madrugada contra qualquer pessoa que se aproximava das sedes dos partidos políticos.
Em Bagdá, bombas de gás lacrimogêneo dominam o centro histórico, transformado em campo de batalha entre jovens, que atiram pedras, e policiais, que mataram dois manifestantes na véspera.
Os manifestantes consideram que o país é manipulado pelo Irã, que ganhou influência em relação aos Estados Unidos nos últimos anos.
Fonte: G1
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