O prédio onde funcionou o Cine Panorama, no bairro das Rocas, na Zona Leste de Natal, foi desapropriado nessa segunda-feira (24) pelo governo do Rio Grande do Norte, que também assinou o processo de tombamento do local.
Com a estrutura no formato original, o prédio vai passar a funcionar como um cinema de rua público, sendo o único na capital potiguar. A data de inauguração não foi divulgada pelo governo.
A desapropriação – aprovada pelo Conselho Estadual de Cultura – e a restauração do prédio tem custo avaliado em R$ 935 mil. Os recusos utilizados são oriundos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) de 2023.
Já os equipamentos técnicos necessários serão adquiridos com cerca de R$ 1,1 milhão de recurso de uma emenda parlamentar da deputada federal Natália Bonavides.
Durante o evento, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), assinou o documento que desapropria o prédio e também o processo de tombamento.
O governo anunciou ainda a abertura de um edital destinado a selecionar a empresa que realizará a gestão do equipamento durante um período de três anos.
A ideia, segundo o governo, é que o espaço sirva, para a exibição de produções e obras de arte potiguares, além de democratizar o acesso à população a filmes.
O Cine Panorama abriu as portas em 29 de janeiro de 1967 no bairro das Rocas e durante décadas abrigou um das salas de cinema mais populares da história natalense. O prédio estava desativado atualmente.
Atualmente todos os cinemas da capital potiguar ficam dentro de shoppings centers. Esse também representará o único de rua na cidade – ele fica localizado ao lado do Hospital dos Pescadores.
O evento realizado no prédio nesta segunda-feira contou com a presença de produtores audiovisuais, representantes do bairro das Rocas e autoridades.
Ao lado de Campo Grande (MS), Natal era uma das duas únicas capitais do país que não possuía um cinema público de rua, segundo a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.
“Isso fortalece a cultura e prestigia o audiovisual com um espaço para projeção da produção local e para circulação do cinema nacional, democratizando o acesso à cultura”, disse.
Para a gestora estadual, o cinema fortalece também os bairros Rocas e Ribeira, na Zona Leste da cidade.
“Reforçará o corredor cultural que já apresenta o Teatro Alberto Maranhão, a Rampa, o IFRN e o Forte dos Reis Magos”, citou.
Além de movimentar a economia criativa, a secretária de Cultura do RN, Mary Land Brito, acredita que a o Cine Panorama representa um resgate histórico.
“O Estado entende que esse espaço tem uma importância pública e histórica pois é a última sala de cinema que pode ser preservada”, disse.
A criação de um cinema de rua é uma reivindicação do setor cultural do RN, que pedia por um local que possa dar projeção a obras produzidas no estado, além potencializar o acesso a filmes de circulação nacional que não ganham espaço no circuito comercial.
“Não vemos a hora exibirmos nossas obras nesta sala, pois sabemos o quão é difícil lançarmos nossos filmes em salas com estrutura e equipamentos adequados”, disse a produtora Babi Baracho.
“Finalmente nós teremos isso. Finalmente nós teremos também um acesso ao cinema que não é exibido dentro do circuito comercial”, completou.
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