Passado mais de um ano desde o massacre de Alcaçuz, o Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep) identificou oficialmente a 25ª vítima, entre os 26 mortos na maior penitenciária do estado. Trata-se do ex-lutador Guilherme Ely Figueiredo da Silva, de 36 anos, que cumpria pena por tráfico de drogas na unidade. Uma vítima, cujo corpo foi enterrado como indigente, segue sem identificação.
As informações foram confirmadas pelo órgão nesta quarta-feira (7).
Guilherme cumpria pena no Pavilhão 4 de Alcaçuz. A família acreditava que ele tinha sido morto durante o massacre, mas precisava que o Estado confirmasse o fato.
Na época do massacre, um colega de cela de Guilherme ligou para a família de dentro da penitenciária e disse que tinham matado ele. Na ocasião, o pai do ex-lutador não conseguiu reconhecer o filho em meio aos mortos.
Dos 26 corpos tirados da penitenciária, 15 estavam decapitados. Outros foram encontrados esquartejados e quatro estavam inteiramente carbonizados. Foi preciso recolher material genético para identificação por meio de exames de DNA.
Um corpo que ainda não foi identificado e não foi reivindicado por nenhuma família foi sepultado como indigente. Se alguma família procurar o Estado, poderá realizar exames de DNA para descobrir se a vítima é ou não um familiar.
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