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PIB do Brasil cresce 0,4% no 2º trimestre e afasta risco de recessão técnica

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no 2º trimestre, na comparação com os 3 primeiros meses do ano, segundo divulgou nesta quinta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2019 totalizou R$ 1,780 trilhão.

O resultado, embora reforce a leitura de maior fraqueza da economia em 2019, veio um pouco acima do esperado pelo mercado e afastou o risco de entrada do país em uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de retração do PIB.

A alta de 0,4% foi o melhor resultado para segundos trimestres desde 2013 (2,3%).

A alta do PIB no 2º trimestre foi puxada, principalmente, pelos ganhos da indústria (0,7%) e dos serviços (0,3%). Já a agropecuária caiu 0,4%. Pela ótica da despesa, a taxa de investimento avançou 3,2% e o consumo das famílias cresceu 0,3%, enquanto que o consumo do governo recuou 1%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O IBGE revisou a queda do primeiro trimestre de 2019. Ao invés da queda de 0,2%, o recuo foi de 0,1%. Também foram revisados os resultados de trimestres anteriores, revelando que o país também registrou retração no 2º trimestre de 2018.

Na comparação com igual período de 2018, o PIB subiu 1% no 2º trimestre, ante avanço de 0,5% nos 3 primeiros meses do ano. O ritmo de recuperação, entretanto, segue abaixo do registrado no final de 2018.

“Não dá para afirmar que há recuperação, precisamos de um período maior de análise”, afirmou a gerente de contas trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio, ao ser questionada por jornalistas se o resultado indica uma retomada.

Veja os destaques do PIB do 2º trimestre:

  • indústria cresceu 0,7% e saiu da recessão técnica, após ter caído nos 2 trimestres anteriores;
  • reação da indústria foi puxada pela alta de 2% nas indústrias de transformação e de 1,9% na construção civil;
  • setor de serviços teve alta de 0,3%, com destaque para atividades imobiliárias (0,7%), comércio (0,7%) e informação e comunicação (0,5%);
  • agropecuária caiu 0,4%, afetada pela queda na safra de soja e café;
  • taxa de investimento avançou 3,2% após duas quedas seguidas;
  • consumo das famílias cresceu 0,3% e mantém trajetória de recuperação;
  • indústria extrativa caiu 3,8%, após tombo de 7,5% no trimestre anterior, ainda sob impacto da tragédia de Brumadinho;
  • exportações de bens e serviços caíram 1,6%, enquanto as importações cresceram 1%.
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