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Petrobras avalia parceria e venda de controle de 4 refinarias

Obras da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (19) que avalia reduzir a sua participação no mercado de refino de petróleo, mediante parcerias e venda do controle de 4 refinarias nos blocos regionais do Nordeste e Sul do Brasil, mantendo a operação da estatal no Sudeste, onde está a maioria das unidades de refino da companhia.

Em comunicado ao mercado, a petroleira disse que, pelo modelo, ficaria com 40% de participação em ambos os blocos regionais (Sul e Nordeste), ao passo que a empresa parceira deteria os outros 60%.

As parcerias incluiriam venda de participação nas refinarias Abreu e Lima e Landulpho Alves, no Nordeste, e Alberto Pasqualini e Presidente Getúlio Vargas, no Sul, além de 12 terminais associados.

A Petrobras afirmou ainda que, nesse modelo, seu parceiro controlaria a operação, enquanto a petroleira seguiria com participação de 75% do mercado brasileiro, uma vez que suas outras nove refinarias e 36 terminais, boa parte no Sudeste, ficariam totalmente sob seu controle.

Para debater a proposta, a Petrobras realiza nesta quinta, no Rio de Janeiro, um seminário com a participação do Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP).

Segundo a Petrobras, o plano de atração leva em conta que o crescimento futuro da demanda de derivados no Brasil requererá novos investimentos. A proposta está ainda alinhada à nova sistemática de desinvestimentos da empresa, que busca vender ativos para reduzir seu endividamento.

Em comunicado ao mercado, a Petrobras esclareceu que a apresentação tem caráter técnico, sem o objetivo de anunciar uma decisão sobre o assunto, e que o modelo preliminar ainda “não conta com a aprovação formal de seus órgãos de governança (Diretoria Executiva e Conselho de Administração”.

Segundo a agência Reuters, a Petrobras negocia com a chinesa CNPC uma parceria que prevê a troca de petróleo da Bacia de Campos por aportes da empresa da China para a conclusão da refinaria no Rio de Janeiro (Comperj), que demandaria ao menos cerca de 3 bilhões de dólares para ser finalizada.

O documento divulgado pela Petrobras não faz referências ao Comperj, empreendimento no Rio de Janeiro que a estatal só vai finalizar se tiver alguma parceria, segundo comunicou anteriormente.

Fonte: Com informações da Reuters e G1

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