O fóssil humano mais antigo já encontrado nas Américas se salvou do fogo que destruiu no dia 2 de setembro o Museu Nacional, na zona norte do Rio.
O crânio de Luzia, com cerca de 11 mil anos, foi encontrado nesta sexta-feira em meio aos escombros do museu. Além do crânio, fragmentos de ossos da perna, braços e do quadril também foram recuperados pelas equipes que garimpam peças históricas no local.
A expectativa é de que o crânio seja reconstituído, mas a extensão dos danos e das perdas ainda precisará ser avaliada , de acordo com a arqueóloga Cláudia Carvalho, que coordena a escavação dos escombros do museu.
O material foi encontrado durante os trabalhos de retirada de entulho e escoramento das paredes do museu, atividades prioritárias para dar segurança ao que sobrou da construção.
O diretor do Museu Nacional, Alex Kelner disse estar pleiteando junto ao congresso nacional uma emenda parlamentar que garanta R$ 56 milhões para iniciar a primeira fase de reconstrução do Museu Nacional,mais antiga instituição científica do país e, até ser atingido pelo incêndio, um dos maiores museus de história natural do continente.
Fonte: Agência Brasil
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