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Paulista é presa por estelionato em Natal

Uma estelionatária paulista de 51 anos foi presa no final da tarde desta quinta-feira (6) em Natal, informou a Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Com ela, foram apreendidos mais de 100 cartões de crédito, vários talões de cheque e comprovantes de depósitos, além de dinheiro.

De acordo com a Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), a mulher pegou dois cartões de uma cooperativa de crédito, sacou dinheiro alheio e fez até plano de previdência privada em Natal. Ainda será apurado se ela fez compras em lojas da cidade.

Conforme a polícia, ela foi presa em flagrante quando se preparava para sair de Natal junto com o marido. O casal, que chegou a Natal na segunda-feira (2) e ficou hospedado em um hotel de Ponta Negra, bairro turístico da Zona Sul, foi abordado após abastecer o carro. Eles seguiriam para Fortaleza, onde já tinham um voo marcado para Santa Catarina.

O homem não ficou preso, porque, segundo a polícia, não foi encontrada nenhuma comprovação dele nos crimes.

Um dos responsáveis pela prisão, o delegado Marcuse Cabral afirmou que a mulher responde a mais de 50 processos por estelionato em São Paulo e Santa Catarina, onde comprou uma casa de R$ 3 milhões, localizada no município de Joinville. Ainda de acordo com a polícia, ela não usava documentos falsos.

“Ela chegava ao banco e usava a lábia pra pegar cartões de outras pessoas sem documento nenhum”, explicou. Foi assim em Natal. Na cooperativa de crédito, a mulher se passou por uma cliente, dizendo que esqueceu os documentos de identificação e recebeu cartões junto com as senhas, fazendo saques de dinheiro logo em seguida.

Ainda segundo a polícia, na Receita Federal existem seis CPFs registrados com o nome dela, com alguma variação de nome de solteira e casada. Ela usava uma conta pra depositar o dinheiro que roubava. Para a polícia, ela disse que era a conta de uma filha. Ainda não se sabe o valor total dos golpes.

Conforme o delegado, a prisão devido ao compartilhamento de informações entre as polícias estaduais. Investigadores perceberam a atuação delas em várias cidades e vinham monitorando o deslocamento dela.

Ainda conforme a polícia, ela pratica crimes desse tipo desde 18 anos, quando falsificou a assinatura da própria irmã em um cheque para comprar um vestido de noiva.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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