Um grupo de empresários do RJ suspeitos de praticar fraudes no Distrito Federal é alvo de uma operação na manhã desta terça-feira (9) em quatro estados. Nove pessoas são procuradas.
Segundo as investigações, os procurados montaram um esquema na instalação de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no Distrito Federal.
Investigadores afirmam que o projeto de expansão das UPAs foi capitaneado pelo ex-governador Sérgio Cabral e visava ao pagamento de propina de R$ 1 milhão por cada UPA que fosse instalada no Distrito Federal.
Entre os investigados estão os empresários:
O Ministério Público Federal já investigava irregularidades na instalação de contêineres para UPAs no Rio de Janeiro. E com a mesma empresa, a Metalúrgica Valença, do empresário Ronald de Carvalho, de Barra do Piraí, no sul Fluminense.
Os investigadores contam que esse esquema começou a partir de um plano nacional de expansão das UPAs, liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral e o seu então secretário de Saúde, Sérgio Côrtes.
De acordo com os agentes, a Metalúrgica Valença pagava o R$ 1 milhão de propina por cada UPA instalada fora do estado do Rio de Janeiro.
O empresário Ronald de Carvalho, proprietário da Metalúrgica Valença, no Sul Fluminense é amigo do ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e sua empresa foi responsável pela cessão de contêineres para a instalação de UPAs no Rio de Janeiro.
Ronald de Carvalho é considerado uma espécie de “rei dos contêineres”. A polícia esteve na casa dele nesta manhã de terça-feira. O empresário não estava em casa.
Os agentes estiveram ainda no apartamento de Cláudio Haidamus, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. O empresário foi preso.
Também houve busca no apartamento do empresário Arthur Soares, que está foragido.
A operação cumpre 43 mandados de busca no Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Norte.
A ação, do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal, tem o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro, da Polícia Civil de Brasília e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Ministério Público de Contas do DF.
Fonte: G1RN
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