ODONTOPEDIATRIA: A CRIANÇA E O TRATAMENTO ODONTOLÓGICO –  Eloisa Alexsandra Lopes

Odontopediatria – stress e ansiedade da criança frente ao tratamento odontológico – 

A odontopediatria se caracteriza como o ramo que tem a finalidade de prevenir, diagnosticar, tratar problemas de saúde bucal do bebê, criança e do adolescente, bem como, a obrigação de orientar quanto à saúde bucal e incluir os procedimentos com o demais profissionais da área da saúde. O comportamento do paciente infantil é de considerável importância para o atendimento do mesmo no consultório odontológico.

É comum na prática clínica odontológica infantil, manifestações de medo e ansiedade por parte dos pacientes, que quando não contida pelo cirurgião-dentista, podem acarretar danos aos meios emocionais da criança, afetando a qualidade do atendimento odontológico. Tendo em vista que as patologias mais populares como a doença cárie e as doenças periodontais mantem-se em nível alterável pelo mundo é importante que o dentista converse com a criança e com seu responsável com a finalidade de manter um bom relacionamento.

No atendimento ambulatorial da Casa Durval Paiva os pacientes assim como acompanhantes são interrogados quanto a higiene oral e hábitos usuais. Isto é feito porque o atendimento odontológico para crianças que estão se submetendo a quimioterapia ou radioterapia requer um cuidado especial, visto que esses pacientes já sofrem com o tratamento oncológico.

Os pequenos precisam de maior atenção e psicologia para que a visita ao dentista não vire uma tortura. O ambiente deve ser atrativo ajudando a criança a se sentir confiante. A falta de tato no atendimento pode comprometer todo o futuro odontológico da criança. O papel do profissional e do paciente deve ser esclarecido, de modo a educar o paciente e maximizar as chances de um tratamento seguro e de qualidade. Diversas técnicas de controle do comportamento infantil são recomendadas como: pedidos, elogios, recompensa após o tratamento, ordens ou sugestões, uso do modelo, contenção da criança e outras técnicas bastante utilizada como: domínio pela voz, linguagem adequada, distração e restrição física.

Constatamos que para realizarem tratamentos efetivos e de modo seguro, cirurgiões-dentistas que trabalham com crianças precisam ser capazes de identificar comportamentos adequados e inadequados e seus determinantes, aplicar estratégias de resolução de problemas e desenvolver empatia em relação à criança e à família – tarefa estas árduas e desafiadoras.

Eloisa Alexsandra Lopes – Dentista – Casa Durval Paiva – CRO/RN 3663 

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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