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Obras previstas para a Copa de 2014 no RN estão inacabadas

Obras de acesso ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante ainda não têm iluminação. (Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi)

Quatro anos se passaram, outra Copa do Mundo de futebol se aproxima, e ao menos quatro obras previstas para serem entregues no Mundial de 2014 no Brasil não foram concluídas no Rio Grande do Norte. Os projetos de responsabilidade da Prefeitura de Natal e do governo estadual dizem respeito principalmente à mobilidade urbana e ao saneamento.

Como uma das 12 cidades-sede do Mundial realizado no país, a capital potiguar recebeu a construção da Arena das Dunas e do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na sua região metropolitana. Os dois empreendimentos foram construídos e são administrados atualmente pela iniciativa privada.

Porém, as obras complementares, como os acessos ao terminal aeroviário e a drenagem na região próxima ao estádio, que ficaram sob responsabilidade do poder público, não foram concluídas.

Agora, alguns projetos parecem estar mais próximos da conclusão, outros seguem sem previsão de entrega à população.

A obra mais atrasada é a de reforma e padronização de 55 quilômetros de calçadas nas avenidas que dão acesso à Arena das Dunas, na Zona Sul da capital potiguar. A obra que começou em 2013 e custaria R$ 14 milhões não chegou a 5% de execução e foi paralisada. Um dos problemas era a previsão de mais de 500 desapropriações na região.

A Prefeitura suspendeu o contrato e começou a elaborar novos projetos, que não contam com desapropriações e reforma de 42 quilômetros de calçadas. As licitações para elaboração dos projetos só aconteceram em 2017. Depois dessa etapa, ainda serão feitas as planilhas orçamentárias e uma nova licitação para execução da obra.

Macrodrenagem

A outra obra que fazia parte do Lote 1 e ainda se arrasta também fica no entorno da Arena das Dunas, mas embaixo da terra. Trata-se da construção de um túnel de macrodrenagem que acabaria com dezenas de pontos de alagamentos na região próxima ao estádio da Copa. O projeto previa construção de 4,7 quilômetros de túnel entre as lagoas de captação pluvial no entorno da Arena das Dunas e o Rio Potengi.

Iniciado também em 2013, o serviço foi suspenso depois que foi constatado risco de desabamento da estrutura. A Prefeitura informou que precisaria de mais de R$ 30 milhões para fazer aplicação de concreto e fortalecer as estruturas do túnel e a obra ficou parada até o recurso ser aprovado.

A previsão para o custo final foi ampliada para cerca de R$ 194 milhões. Segundo a prefeitura, a obra já ultrapassou os 80% de execução. Porém, ainda falta a abertura de mais de 1 km de túnel. A conclusão do projeto também emperra na burocracia e no surgimento de novas demandas dos órgãos ambientais. São estimados pelo menos oito meses para finalização.

Acesso ao aeroporto

A construção dos acessos ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, que também deveríam estar prontos para a Copa, já consumiram R$ 95 milhões. Esse foi o único projeto que ficou sob responsabilidade do governo do estado. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) afirma que o acesso sul, a última etapa que faltava, já está sendo usado pelos motoristas.

O trecho de 19 quilômetros que liga o terminal à BR-304 está asfaltado e sinalizado. A ponte também foi concluída. Apesar disso, ainda falta a instalação da iluminação na área. E quando essa etapa for contruída, o governo deverá inaugurar a obra sem o viaduto que era previsto para ligar a estrada à BR-304. Ainda falta dinheiro para essa etapa.

A obra deverá ser entregue em até 60 dias, de acordo com previsão do órgão. Sem o viaduto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), responsável pela BR, autorizou um acesso comum entre a via estadual e a federal.

Mobilidade

Outras obras que estão paradas são as que compõem o Lote 2 das obras para a Copa em Natal, que envolvem melhorias na avenida Capitão-Mor Gouveia, no Viaduto da Urbana e na avenida Tomaz Landim, além da criação de corredores de ônibus. A obra parou por causa da desistência da empresa que tinha sido contratada e falta de recursos.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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