O Prêmio Nobel de Química foi concedido aos norte-americanos Eric Betzig e William Moerner e ao alemão Stefan Hell, por melhorias na utilização do microscópio. De acordo com o júri, os três pesquisadores foram “recompensados pelo desenvolvimento da microscopia de fluorescência em alta resolução”.
Segundo nota divulgada pela entidade que concede os prêmios, o trabalho desses cientistas permite uma visualização “dentro das paredes das moléculas individuais em células vivas”, ultrapassando um “limite físico estabelecido em 1873 pelo microscopista Ernst Abbe”.
Até agora, era impossível estudar as células vivas a partir de um determinado patamar, mas o trabalho dos cientistas permitiu superar isso através da investigação de Stefan Hell, que descobriu o microscópio stimulated emission depletion (Sted), e de Eric Betzig e William Moerner, que trabalhou o microscópio de molécula única (single-molecule microscopy). De acordo com a Academia Sueca, essas invenções são úteis na compreensão de doenças comuns, como o Parkinson, o Alzheimer e o Huntington.
Os vencedores receberão o prêmio em Estocolmo, no dia 10 de dezembro, e vão dividir um total de 867 mil euros.
Com informações da Agência Brasil e Agência Lusa
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