O afegão Abdul Fattah Rabiel, de 39 anos, recebeu cidadania brasileira na última segunda-feira (23) depois de 3 anos vivendo no Rio Grande do Norte. Ele saiu do Afeganistão em 2018 para morar no Brasil. Hoje, vive em Parnamirim com a esposa brasileira e o filho de 3 anos, que nasceu na Turquia.
O mediador cultural assistiu desolado às imagens da invasão do Talibã no Afeganistão, local onde nasceu e foi criado, na primeira quinzena de agosto.
Nesta quinta-feira (26), ao menos duas explosões deixaram várias vítimas no aeroporto internacional de Cabul, capital do Afeganistão. A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) confirmou que foi um atentado terrorista e o Talibã condenou o ataque.
Uma das maiores preocupações de Abdul Fattah é com parentes que ainda vivem no país ocidental. Um primo dele trabalhava para o governo local e teve que fugir da cidade onde morava, com medo de ser alvo de perseguição.
A esposa de Fattah, Lana Rabiel, explica que os dois estão fazendo de tudo para trazer o primo, juntamente com a família, ao Brasil.
“É muito angustiante, bem difícil. Estamos lutando para não deixar os últimos fios de esperança morrer. Queremos lutar até o último minuto”, disse Lana.
“A gente está tentando colocar o primo do Fattah em algum avião e trazê-lo para o Brasil. Não só ele, mas uma lista de umas 500 pessoas que estão nessa situação. Estamos tentando trazê-los para a segurança do nosso país”, explicou a brasileira.
Segundo ela, um grupo de pessoas enviou um documento ao presidente Jair Bolsonaro pedindo para que o governo federal aceite famílias afegãs no Brasil com o visto humanitário.
Fattah foi convidado a trabalhar numa missão humanitária chamada ‘Nas asas da águia’, que tem como objetivo evacuar famílias afegãs em risco e levá-las a Bahrein. Ele aguarda o passaporte brasileiro para poder embarcar.
“Hoje [quinta-feira, 26], levamos os documentos para dar entrada no título de eleitor. Só depois disso poderemos marcar para fazer o passaporte. Pode levar de 5 a 6 dias úteis. A gente tenta pedir urgência, mas as pessoas não entendem”, conta Lana.
Fonte: G1RN
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