NEUTRALIDADE –
O Brasil sempre se deu bem ao exercitar a neutralidade diplomática. Daí não existir razão para modificar tal posicionamento político que nunca o prejudicou, ajudando a preservar o bom relacionamento governamental e comercial perante as nações da ONU.
A habilidade diplomática sempre foi o ponto forte do Brasil na política internacional. O exemplo maior dessa atuação foi o embaixador, Osvaldo Aranha, quando na presidência da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1947, presidiu a sessão que estabeleceu a criação do estado de Israel.
Em reconhecimento ao trabalho de Aranha e a participação ativa do Brasil na ONU desde sua fundação, nossa representação credenciou-se a abrir os discursos na Assembleia Geral, tornando-se uma tradição não oficial. Além da diferenciação do país na organização, criaram-se conexões de respeito e cooperação mútuas entre Brasil e Israel.
Já as relações Brasil e Estados Unidos são históricas e passaram por diferentes fases, mas sempre mantiveram um caráter estratégico. O reconhecimento da independência do Brasil pelos EUA, em 1824, marcou o início das relações diplomáticas e a criação de uma parceria que se estende há 200 anos.
A neutralidade do Brasil, tanto a formal quanto a pragmática, oferecem diversas vantagens como a preservação da autonomia, a redução do risco de conflitos, o fortalecimento da imagem de país pacífico e a potencialização do papel de mediador em crises internacionais. O passado comprova a assertiva por tal procedimento cautelar.
O Instituto Rio Branco, a escola diplomática do Brasil, é reconhecido internacionalmente como uma das melhores academias diplomáticas do mundo. Jamais usando comentários políticos insensatos que resultem em arestas danosas para a nação. Tal postura somente nos trouxe benefícios.
Brasileiros não acatam bem regimes totalitários e estranham o entrosamento comercial do Brasil com países como China e Rússia, em prejuízo de parceiros históricos como os Estados Unidos e União Europeia – a OTAN ameaça impor sanções secundárias ao Brasil caso se consolide algum acordo comercial com a Rússia.
A impressão é que algo está errado ou desarticulado na condução da política econômica e comercial do Brasil. Para que criar outra moeda se a vinculação do real ao dólar americano permite a interconexão entre a economia brasileira e os eventos globais?
Por qual razão modificar algo que funciona certo? Qual a intenção de estarmos “cutucando onça com vara curta”? Somos um país em pleno desenvolvimento, mas não possuímos potencial bélico para “cantar de galo”, tentando demonstrar força para mostrar-se igual ou superior perante grandes potencias do planeta.
Talvez nos falte um diplomata do naipe de Osvaldo Aranha para mediar conflitos com argúcia, aconselhando a manutenção da postura de neutralidade nesta época conturbado de nervos à flor da pele em âmbito global.
Nada de pagar para ver. O momento condiz a parar, pensar, medir as palavras, pesar as consequências e lembrar que: “cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém!”
José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil
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