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MPF reúne órgãos de fiscalização e limpeza para tratar sobre manchas escuras encontradas em praias do RN

O Ministério Público Federal realizou nesta terça-feira (17), em Natal, uma reunião para tratar sobre as manchas escuras que vêm sendo encontradas em várias praias potiguares desde o início do mês. O objetivo é somar esforços para a limpeza e descarte adequado dos resíduos, além de identificar a origem e responsáveis pelo derramamento do material.

Participaram da reunião o Ministério Público Estadual, Ibama, Idema, Defesa Civil, Capitania dos Portos, Polícia Federal e também representantes dos municípios de Parnamirim, Nísia Floresta e Goianinha, onde ficam as praias afetadas.

Segundo o Ibama, uma amostra do material foi enviada para análise em laboratório no Rio de Janeiro, e revelou que deve concluir um mapeamento das áreas afetadas no estado, por meio da realização de sobrevoos e vistoria por terra, até esta sexta-feira (20).

O instituto ressaltou ainda a necessidade da retirada do material das praias, costões rochosos e vegetações atingidos, para que se evite a contaminação de outras áreas pela ação diária das marés.

O MPF requisitou ao próprio Ibama e ao Idema orientações técnicas sobre a substância e a forma adequada de coleta, armazenamento e descarte. Esse material será reunido em recomendação que será enviada para as prefeituras dos municípios afetados, a fim de minimizar riscos para banhistas e trabalhadores.

Laudo

A análise do material coletado também deverá subsidiar a investigação da origem da substância. Em relato preliminar, a Petrobras informou ao Ibama que não se trata de óleo utilizado pela empresa. Ainda é aguardado laudo final, pedido pelo Ibama e MPF, que deve conter mais informações sobre a composição das manchas.

O MPF solicitou, ainda, ao Idema, a realização de campanha ambiental educativa para conscientização de banhistas sobre os possíveis efeitos do contato com a substância e os cuidados necessários. Também foi solicitado apoio ao Departamento de Oceanografia e Limnologia da UFRN, por meio de estudos informações pertinentes.

Aparições

As primeiras manchas apareceram no litoral nordestino no começo de setembro. No RN, foram identificadas há cerca de 10 dias, em diferentes pontos do litoral, trazidas pela maré.

Até o momento, a área com maior concentração de resíduos é Barra de Tabatinga, em Nísia Floresta, litoral Sul do estado, principalmente nos rochedos.

O Ibama também identificou as manchas na Via Costeira, em Natal, e nas praias de Búzios, Camurupim, Pirambúzios e Pirangi do Sul (Nísia Floresta), Perobas (Rio do Fogo), Barra de Maxaranguape (Maxaranguape), Pipa (Tibau do Sul) e Jacumã (Ceará-Mirim). Nesta última, uma tartaruga-marinha foi salva após ser encontrada agonizando em meio às manchas escuras

A mesma substância também foi encontrada em praias de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e, nos últimos dias, no Piauí e Maranhão.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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