Morreu na madrugada desta sexta-feira (18), aos 73 anos, o escritor João Ubaldo Ribeiro, vítima de uma embolia pulmonar.
Nascido na ilha de Itaparica (BA), em 23 de janeiro de 1941, o autor formou-se em direito pela Universidade Federal da Bahia, mas jamais exerceu a profissão. Escreveu seu primeiro livro, “Setembro não tem sentido”, aos 21 anos. Era filho do advogado Manuel Ribeiro e de Maria Filipa Osório Pimentel.
Em 2008, ganhou o Prêmio Camões, principal premiação da língua portuguesa, e também venceu, por duas vezes, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Ele é autor de diversos livros, entre eles “O sorriso do lagarto”(1949), “Sargento Getúlio” (1971) e “A casa dos budas ditosos” (1999). No dia 7 de outubro de 1993, foi eleito para a cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras (ABL), na vaga aberta com a morte do jornalista Carlos Castello Branco.
João teve várias de suas obras adaptadas para o cinema e para a televisão. “Sargento Getúlio” tornou-se um filme, em 1983, dirigido por Hermano Penna e protagonizado por Lima Duarte e “O sorriso do lagarto” foi adaptado para uma minissérie da Rede Globo, em 1991, entre muitas outras obras.
Ele era casado com Berenice de Carvalho Batella Ribeiro, com quem teve dois filhos, Bento e Francisca. Tinha outras duas filhas, Emília e Manuela, de um casamento anterior.
O escritor tornou-se um dos mais fortes romancistas do país. Para o jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras, Antonio Torres, o humor do colega de ABL é uma das marcas mais memoráveis.
“Ele tinha um pouco de Jorge Amado, com o colorido do recôncavo baiano”, destacou o jornalista.
Prêmios e distinções
– Prêmio Golfinho de Ouro, do Estado do Rio de Janeiro, conferido, em 1971, pelo romance Sargento Getúlio;
– Dois prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1972 e 1984, respectivamente para o Melhor Autor e Melhor Romance do Ano, pelo romances Sargento Getúlio e Viva o povo brasileiro;
– Prêmio Altamente Recomendável – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil,1983, para Vida e Paixão de Pandonar, o Cruel;
– Prêmio Anna Seghers, em 1996 (Mogúncia, Alemanha);
– Prêmio Die Blaue Brillenschlange (Zurique, Suíça);
– Detém a cátedra de Poetik Dozentur na Universidade de Tubigem, Alemanha (1996).
– Prêmio Lifetime Achievement Award, em 2006;
– Prêmio Camões, em 2008.
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