O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, decidiu deixar o cargo à disposição da presidente Dilma Rousseff. O motivo seria a pressão sofrida pelo PT, devido aos rumores de que o ex-presidente teria as quebras de sigilos bancários, telefônico e fiscal nas investigações da Operação Lava Jato.
Um dos nomes cotados para assumir a pasta é o do procurador baiano, Wellington César, ligado ao ministro da Casa Civil, Jaques Vagner. Cardozo pode ainda ser deslocado para a Advocacia Geral da União (AGU).
Durante o aniversário de 36 anos do partido no último sábado (27), o ex-presidente disse estar sendo perseguido pela Polícia Federal e o Ministério Público. No dia 22 de março, uma comissão de deputados federais petistas se queixaram ao Ministro, cobrando providências para evitar o assédio a Lula e que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso passasse a ser o alvo.
A deflagração da Operação Acarajé, que resultou na prisão do marqueteiro do PT, João Santana, responsável pelas campanhas presidenciais de Lula e Dilma fizeram com que os parlamentares intensificassem a pressão contra Cardozo, solicitando inclusive a sua substituição do Ministério.
O ministro se defendeu afirmando que as instituições têm autonomia para exercer as investigações e que só pode intervir em casos de violações de direitos.
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