Categories: Blog

Mianmar tem novos protestos após morte de manifestante; família de vítima pede que atos contra o golpe continuem

Os protestos contra o golpe militar em Mianmar continuaram nesta sexta-feira (19), dia da confirmação da morte da manifestante Mya Thwe Thwe Khine — a primeira vítima da repressão aos atos que pedem a devolução do poder aos civis.

Nas manifestações, cartazes levantados pediam que os birmaneses adotassem a desobediência civil como forma de tirar a credibilidade do regime militar. Alegando fraude eleitoral, a junta tomou o poder em 1º de fevereiro, após prender a cúpula do governo e a maior liderança política de Mianmar, Aung San Suu Kyi.

Mais uma vez, a internet do país sofreu cortes para tentar dissipar os protestos. Ainda assim, milhares foram às ruas, e a polícia em cidades como Yangon fechou o acesso a ruas e montou cordões de isolamento.

A irmã da ativista morta pediu nesta sexta que os manifestantes não deixassem de protestar. O funeral da manifestante está previsto para este domingo, e os organizadores dos atos em Mianmar já veem a ativista como uma mártir do movimento contra o golpe.

Mya Thwe Thwe Khine levou um tiro na cabeça de metralhadora Uzi enquanto protestava contra a junta militar, em 9 de fevereiro. Ela usava um capacete de motociclista, mas o equipamento não foi suficiente para protegê-la.

De acordo com a análise de vídeos e imagens de diversas organizações humanitárias, a jovem foi baleada quando tentava sair da linha de frente de uma manifestação que estava sendo interrompida com canhões de água pela polícia.

O comando militar que comanda Mianmar não negou que disparou intencionalmente na ativista e disse que ela estava com um grupo que “jogou pedras nas forças de segurança”. Entretanto, não há relatos de que a vítima tenha realmente participado de violência.

Centenas de detidos

O regime militar tem continuado a prender aliados de Aung e manifestantes, para tentar desmobilizar as manifestações contra o regime imposto no início do mês. A Associação de Ajuda a Presos Políticos (AAPP), com sede em Yangon, relatou mais de 520 detenções desde o golpe militar de 1º de fevereiro.

Aung, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 75 anos, não é vista desde sua prisão domiciliar. Formalmente, ela está sendo acusada por motivos não políticos, como a importação ilegal de walkie-talkies e de ter violado “a lei sobre a gestão de catástrofes naturais”. A previsão é que a líder birmanesa compareça à Justiça em 1º de março.

Fonte: G1

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

  DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,0360 DÓLAR TURISMO: R$ 5,2350 EURO: R$ 5,6410 LIBRA: R$ 6,7450…

15 horas ago

Google vai pagar a quem usar menos energia elétrica para aproveitar as sobras em seus data centers

O Google anunciou nessa quarta (22) que vai pagar a moradores e empresas nos Estados…

16 horas ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

  1- O Flamengo foi eliminado da Libertadores pelo Estudiantes, nessa quinta-feira (22), na disputa…

16 horas ago

Eleições em Israel fazem milhares de israelenses voltarem ao país apenas para votar

Numa disputa eleitoral tão polarizada, cada voto conta e pode ser decisivo para definir o…

16 horas ago

Disque-Eleições: veja como tirar dúvidas sobre o 2º turno das eleições com o TRE-RN

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) disponibilizou, mais uma vez, o Disque-Eleições, uma plataforma que tira…

16 horas ago

Ônibus de Natal serão gratuitos no 2º turno; veja como consultar horários

O transporte público de Natal será gratuito neste domingo (25), dia do segundo turno das…

16 horas ago

This website uses cookies.