MESINHA DE QUARTO DE HOSPITAL –
Todos nós, seja como paciente ou acompanhante, temos em algum momento um encontro com um quarto de hospital.
Em todos eles, de uma maneira muito simples ou sofisticada, encontramos, invariavelmente, uma “mesinha” onde guardamos alguns pequenos petrechos, exames, receitas, remédios, água, livros e livretos, terços, imagens, orações, esperanças e desencantos. No recôndito de suas entranhas, varamos horas e horas para meditar, escrever e encontrar caminhos.
A minha família está vivendo este momento, com o internamento, já prolongado, da nossa matriarca THEREZINHA, companheira de 56 anos de casamento, mulher de fibra, conciliadora, caridosa e amiga. Por isso mesmo as mensagens que temos recebido e as correntes de orações que estão sendo feitas transcendem até mesmo o território nacional – nada de ficarmos admirados, dado que o merecimento dela é inconteste.
No caso específico, mercê da dedicação dos seus médicos – Doutores Gilmar, Marcos Vinicius e Carlos Dutra, dos enfermeiros e enfermeiras, do pessoal de apoio, limpeza, cozinha e visitadores, recebemos um alento e proclamamos o mais pungente reconhecimento de todos nós e, particularmente da paciente.
Mesmo assim, para tudo há um tempo certo, nas palavras sagradas do Eclesiastes e estamos no tempo da espera, da expectativa para uma gloriosa alta breve.
Aos amigos que enviam mensagens ou comparecem para visitação, os que fervorosamente ofertam suas orações e magnetismo espiritual para o apressamento da recuperação do Thereza, recebam toda a nossa gratidão.
O ensejo oferece momentos de riquíssimos instantes de reflexão e fé, proporcionando impetuosa inspiração para rever a trajetória da vida e constatarmos que nada é mais importante do que a solidariedade. É então que reconhecemos que essa força deveria ter sido assimilada independentemente de qualquer acontecimento. Mas isso faz parte da hipocrisia do ser humano.
A importância da mesinha de quarto de hospital é tamanha, que num tempo passado inspirou o médico Archibald J. Cronim a usá-la para fazer anotações diárias do tempo em que internado para recompor forças de um esgotamento de trabalho, aproveitou os papéis disponíveis para os registros hospitalares e, ao ter alta os deixou sobre aquele pequeno móvel, fisicamente falando, mas de extraordinária valia para o lado psicológico do paciente. Alguém os recolheu e entregou-os à Diretoria, que fez chegar ao seu autor, com o comentário de que aquele “diário” tinha grande valor, disso surgindo um novo escritor e um novo livro: “Pelos caminhos da minha vida”, base para inúmeros outros trabalhos que se seguiram e consagraram CRONIN.
Nesta singela crônica que escrevi no último domingo deixo a certeza que amadureci um pouco mais e aproveitarei a experiência para trabalhos reflexivos futuros e mudanças comportamentais adequadas a uma vida mais saudável e compartilhadas com toda a família.
Obrigado DEUS pela proteção!
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