MENTIR OU FALTAR COM A VERDADE? –
A verdade deixou de ter a clareza pela qual se propunha e passou a ser o alimento das inclinações afetivas de cada indivíduo que se vale das primeiras informações e ancoram nelas suas raízes superficiais.
A corrida em direção aos donos da verdade que disponibilizam suas páginas na internet deram, àqueles que buscam o menor esforço, a chance do “disse, tá dito”. Além disso, garantido por um direito inexistente de que a liberdade em dizer, escrever e fazer do seu jeito, sem importar a quem quer que seja, possa ofender ou faltar com o bom senso, deixam de apurar e avaliar as consequências de suas postagens.
Criou-se um conceito errôneo de que no ambiente da internet tudo pode. E pode mesmo. Tanto para o bem informar como para destruir os valores morais, familiares, religiosos e sociais, sedimentados apenas no “dane-se”.
Diga-se a bem do entendimento, de que a falta de compromisso com a informação legítima e factual por quem deveria assim fazer, deixa espaço livre para que qualquer um e qualquer coisa preencha esse vazio da realidade. E nesse espaço, por incrédulo que possa parecer, entra até aqueles de quem esperamos a oficialidade da informação, seja o governo, seja o empresariado, seja a escola, seja a igreja, seja as instituições e órgão, os mais diversos.
É como se a população tivesse assimilado que o jogo da mentira impõe uma expectativa de que algo pode ser até fantasioso, mas por trás tem uma verdade, na maioria das vezes, a sua.
Enganar virou moda. “Foi só uma brincadeirinha”. Isso gera uma confusão generalizada, chegando até a desviar a atenção para um determinado fato em detrimento àquele outro, simplesmente por interesses “ocultos” ou até propositais, sem o menor decoro.
Gustavo Dainezi, mestre em ‘Comunicação e Práticas do Consumo’ pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing)/SP, no seu artigo “A Era da pós-verdade”, cita “Por enquanto, estamos nos banhando em bizarrices, que fazem parte das estratégias discursivas de confusão e que ajudam, como nos lembra Vladimir Safatel, a transformar aquilo que seria intolerável em algo um pouco mais palatável.”
A mentira era tida como uma fraqueza humana, hoje parece assumir a condição de que é ‘melhor mentir do que faltar à verdade’. “Mas rapaz, você é muito inteligente; inventar um negócio desse!”.
Sei sim que a verdade é soberana e única, até dura, mas sei também que a mentira tem desdobramentos terríveis, principalmente quando afetam a boa vontade de pessoas inocentes.
“É mentira, Terta?” (Chico Anysio).
Carlos Alberto Josuá Costa – Engenheiro Civil, escritor e Membro da Academia Macaibense de Letras (josuacosta@uol.com.br)
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