Segundo o Ministério da Saúde, menos de 2% dos brasileiros são doadores de sangue. Para a presidente do Hemominas Júnia Cioffi, isso se deve a ausência de uma grande causa nacional – como uma guerra – que em outras nações tornou a doação um hábito.
Em muitos casos, os doadores passam a frequentar os centros de coleta após vivenciarem uma situação transformadora, exemplo de Débora Garcia, que fez uma campanha para ajudar o pai, vítima de um AVC, e incorporou essa prática. “Faz três meses que eu doei e essa semana eu devo estar doando novamente para ele”
Denise Benter, que teve a mãe internada, precisou conseguir doação de sangue para ela. “Se os poucos que doam não tivesse esse costume, talvez a gente não conseguisse”. Denise, que já doava duas vezes por ano, afirmou que o que aconteceu a incentivou a aumentar a frequência com que doa.
Em Salvador, as irmãs Ana e Jade precisam fazer transfusões de sangue a cada três semanas. As meninas possuem anemia falciforme e, com as doações, elas diminuem a chance de ter um acidente vascular cerebral. “Quando encontra sangue compatível com o delas, eles ligam para fazermos a transfusão”, afirmou Claudia Bonfim, mãe das crianças. Segundo elas, se não sangue do mesmo tipo de suas filhas, elas ficam sem recebê-lo. Normalmente, elas ficam até um mês sem.
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