Depois de mais de duas décadas dedicadas exclusivamente à medicina, o infectologista Sávio Bezerra decidiu abraçar outra paixão, e já está prestes a dar um grande passo nela. Nesta sexta-feira (23), o cearense de 43 anos radicado em Natal estreia efetivamente como artista visual ao lançar sua primeira exposição: Afetos. A mostra, instalada na Galeria Iguales, na Hermes da Fonseca, ficará aberta até o final de setembro. O vernissage está marcado para as 18h30.
A arte não é algo novo na vida de Sávio. Mesmo se afastando do prazer infantil de desenhar após descobrir a vocação para a medicina, nunca largou o fascínio pelo mundo artístico. Por toda a vida adulta, sempre foi muito a teatros, museus, exposições e shows musicais. Até no Japão, onde passou uma temporada se aprofundando na Infectologia, buscou conhecer a cena artística local.
“Eu não tinha tempo para me dedicar, mas sempre tive a arte como uma fonte de inteligência e sensibilidade”, destaca Sávio, que, somente no ano passado começou a pintar – algo surpreendente para quem analisa a firmeza e doçura do seu traço.
Ele fez um curso na academia Jaime Lorenço, em Natal, orientado pela artista e professora Sarah Fernandes, e se apaixonou pelo aquarelismo, técnica que emprega em todos os seus trabalhos. “O universo das aquarelas me surgiu com isso: a possibilidade de você, só com água e um pouco de tinta, chegar a uma performance de luz, de brilho, de imagem e de coisas que sensibilizam e emocionam”, explica.
Nas telas, trabalha muito com a própria memória afetiva, mas espera aflorar a emoção e a paz dos expectadores, transformando a energia do ambiente como um todo. Sua paleta de cores é suave e as imagens retratadas são sempre muito lúdicas e harmônicas. Ele conta que não tem pretensão de usar sua arte para fazer protesto ou como uma ferramenta política, mas espera levar sensibilidade, através de um novo olhar sobre personagens humanos, paisagens litorâneas e elementos da natureza.
Médico infectologista, Sávio trabalha no Hospital Gisela Trigueiro desde 2012 quando passou no concurso público. Sua relação com a capital potiguar, entretanto, começou em 1995 ao ingressar no curso de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
As situações vividas no hospital, nem sempre muito fáceis de lidar, ganham novo significado na arte de Sávio. Não é que ele retrate o seu cotidiano, mas transmuta as situações de estresse, os momentos difíceis que presencia e sofrimento dos pacientes, em imagens que passam tranquilidade e paz, como uma conversão das suas próprias emoções.
Fonte: G1RN
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