Ao menos 19 crianças e duas professoras morreram no massacre a uma escola de ensino fundamental da cidade de Uvalde, no Texas, nesta terça-feira (24), informaram as autoridades americanas.
O ataque já é considerado o mais mortal do país desde o tiroteio na escola Sandy Hook, em 2012, quando 20 crianças e seis adultos foram mortos a tiros.
O assassino, um homem de 18 anos, morreu no local após trocar tiros com a polícia. As motivações do crime ainda são desconhecidas. Pouco antes do massacre, o atirador atirou contra a avó e fugiu de carro, causando um acidente.
Ao menos 19 crianças e duas professoras morreram no ataque, segundo o senador texano Roland Gutierrez. Sabe-se que a escola recebia alunos de 5 a 10 anos. Autoridades locais afirmaram que todas as vítimas estavam em uma mesma sala de aula.
Nesta quarta-feira (25), os nomes e a histórias das vítimas começaram a ser conhecidos. Entre eles, os alunos Xavier Lopez, 10; Nevaeh Bravo; Amerie Jo Garza, 10; Uziyah Garcia, 9; e as professoras Irma Garcia e Eva Mireles.
O criminoso foi identificado pelas autoridades como Salvador Roma, de 18 anos. Ele morreu no local após uma troca de tiros com a polícia, e as motivações do crime não foram divulgadas.
Pouco antes de causar o massacre na escola, o agressor atirou contra a própria avó, que foi hospitalizada.
O incidente foi registrado na escola Robb Elementary, na cidade de Uvalde, a 130 km de San Antonio.
O caso já é considerado como o mais mortal dos EUA desde o massacre na escola Sandy Hook, em Connecticut, que deixou 26 pessoas mortas – 20 crianças entre 6 e 7 anos e seis adultos – em 2012.
Parte dos estudantes deram entrada em um hospital da região com ferimentos. O banco de sangue da cidade precisou fazer um pedido para doações.
Uma criança e uma mulher de 62 anos precisaram ser transferidas para uma cidade vizinha para serem atendidas em um centro de saúde especializado em traumas.
Não. Tiroteios em massa têm se tornado cada vez mais comuns nos EUA e o número de casos como esse tem aumentado nos últimos anos.
Em 2021, foram 34 ataques em escolas, o maior número registrado desde 1999 – quando iniciou a série histórica –, segundo levantamento do jornal “The Washington Post”.
Não há um balanço oficial do governo americano que registre o número de ataques com armas em escolas do país.
O presidente do EUA, Joe Biden, inclusive, disse em um pronunciamento que “é hora de agir” contra o lobby de empresas de armas no país.
Fonte: G1
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