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Mais dois depósitos do porto de Beirute, no Líbano, desabam parcialmente

Momento em que dois armazéns do porto de Beirute, no Líbano, desabam, em 4 de agosto de 2022. — Foto: Hussein Malla/ Associated Press

Mais dois depósitos de grãos do porto de Beirute, no Líbano, desabaram parcialmente nesta quinta-feira (4). No domingo (31), o primeiro dos cerca de 15 armazéns do local colapsou, por conta da fermentação de grãos no interior causada pelo excesso de calor.

Todos os depósitos, no entanto, estavam gravemente danificados por conta da megaexplosão ocorrida no porto de Beirute há exatos dois anos que deixou cerca de 215 mortos e desvelou uma crise política e econômica profunda na cidade.

Desde o início do mês, os armazéns, que medem cerca de 48 metros, têm sofrido com incêndios por conta da fermentação. Desde então, bombeiros não conseguiram apagar todas as chamas, que queimaram por semanas.

Na semana passada, os Ministérios de Saúde e Meio Ambiente do Líbano chegaram a recomendar aos moradores de áreas próximas ao porto que deixassem suas casas bem ventiladas. A estrutura dos depósitos já havia ficado danificada após a explosão de 2020, e parte dela acabou desmoronando com o fogo.

Autoridades locais disseram que o resto da estrutura pode colapsar a qualquer momento.

Megaexplosão de 2020

O desabamento acontece exatos dois anos depois de uma explosão gigantesca no porto de Beirute, que matou mais de 215 pessoas e deixou mais de seis mil feridos em 4 de agosto de 2020.

O incidente ocorreu após vazamento de parte de centenas de toneladas de nitrato de amônio que estavam estocadas em um dos depósitos da cidade.

No ano passado, a Organização Não Governamental Human Rights Watch acusou as autoridades libanesas de negligência criminosa pelo episódio. Em um relatório de 126 páginas, a ONG documentou uma série de violações por parte dos políticos e das instâncias de segurança do país na gestão do armazenamento de materiais perigosos no porto.

Os responsáveis libaneses sabiam o risco que representava o nitrato de amônio. Ao não adotarem nenhuma medida para proteger a população, eles aceitaram tacitamente esse risco”, declarou Aya Majzoub, uma das redatoras do relatório.

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