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‘Maior desafio foi mental’, diz chileno após cruzar litoral nordestino a pé

Da praia de Cotovelo, no Sul do Rio Grande do Norte, até o Santuário do Senhor do Bonfim, em Salvador. Foram os pontos de partida e chegada escohidos pelo chileno Ricardo Brambilla, de 52 anos, para cumprir a missão de cruzar o litoral nordestino a pé. Com uma mochila nas costas, o analista de sistemas percorreu mais de 1.100 quilômetros em dois meses para vencer o desafio que já planejava há algum tempo.

Morador de Natal há 20 anos, o chileno priorizou as praias, mas também andou por trilhas, estradas e dentro de cidades. Apesar da exigência física, o analista de sistemas garante que o maior obstáculo é psicológico. “É 60% cabeça. O maior desafio foi mental. Se você tiver um instante de medo, de pavor, é arriscado morrer”, afirma.

Brambilla iniciou a missão no dia 2 de dezembro depois de oito meses de preparação. “Estudei mapas, recursos e me preparei fisicamente”, revela o chileno. De acordo com o analista de sistemas, a viagem teve o lado esportivo e espiritual. “Foi um desafio de superação que juntei com a vontade de conhecer o litoral do Nordeste de forma inusitada”, explica o chileno, que chegou na Basílica do Senhor do Bonfim na tarde do dia 2 de fevereiro.

A volta para Natal aconteceu de ônibus alguns dias depois. “Ficou dentro do período que estava programado. O que perdi de caminhada em alguns dias, compensei descansando menos”, ressalta.

O chileno cita trechos em que andou por dezenas de quilômetros de praias desertas. “Era meio assustador. Não tem ninguém. Construções ou pessoas. E você não tem noção de onde acaba”, lembra. Uma das caminhadas mais longas por locais inabitados aconteceu entre Alagoas e Sergipe. Em Tambaba, praia de nudismo da Paraíba onde a entrada de homens sozinhos não é permitida, Brambilla precisou entrar em uma mata fechada para continuar sua viagem.

No entanto, o que mais chamou a atenção do analista de sistemas foi a receptividade das pessoas. Abdicando do conforto de hotéis e pousadas, o chileno buscou estadia em pequenos povoados no litoral nordestino.

“Senti muita receptividade de pessoas humildes. Eram as que mais tinham disposição de ajudar. É como se estivesse no lugar certo, com as pessoa certas. Isso foi muito significativo”, relata. Quando não encontrava ajuda por onde passava, o analista de sistemas acampava na areia.

Nos dois meses em que passou viajando, Brambilla perdeu o nascimento do neto, que só conheceu quando chegou em Natal na última semana. “Quando ele crescer, minha filha vai dizer que o avô estava em um projeto louco por aí”, brinca o chileno, que pretende produzir um documentário com as imagens feitas pelo litoral nordestino.

Ponto de Vista

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