“Eu não sei nem se haverá esse aumento”, respondeu o ministro ao ser perguntado se o aumento de gasolina poderia ser de 6%, para completar o percentual de aumento solicitado pela Petrobras. “O porcentual é justo, mas não sabemos se será feito agora”, enfatizou.
No início do ano, o governo autorizou aumento de 6,6% da gasolina nas refinarias, para alinhar o preço do combustível ao mercado internacional. O reajuste solicitado pela Petrobras foi 13% para todo o ano.
Há duas semanas, Lobão disse que o assunto está sendo discutido pelo Conselho de Administração da Petrobras, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele sinalizou que o combustível poderá ter novo aumento até o fim do ano.
“O presidente do Conselho, ao aprovar o aumento em janeiro, disse que poderia haver até o fim do ano uma nova revisão dos preços. Quem decide isso é a diretoria e o Conselho de Administração da Petrobras”, destacou.
De acordo com Lobão, o governo tem sido parceiro da empresa nos últimos anos, concedendo áreas do pré-sal para exploração e segurando baixas nos preços dos combustíveis em momentos de queda do petróleo no mercado internacional. “A Petrobras não pode reclamar muito, porque o governo sempre a ajudou”, disse. A empresa tem pedido ao governo um maior alinhamento dos preços internos de combustíveis na comparação com os internacionais, para evitar déficits elevados.
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